terça-feira, 27 de agosto de 2013

A genética da morte

Você já estudou sobre genética? Eu estudei muito pouco, em meu tempo de escola. Mas lembro que este assunto me chamou bastante atenção. É por causa do fator genético que um homem e uma mulher coreanos, descendentes de coreanos, jamais terão pelas formas naturais um filho de olhos azuis e cabelos loiros, ou, um casal de alemães, descendentes de alemães gerarem uma criança com traços orientais. Por causa da herança genética temos as características físicas de nossos descendentes.
O pecado é semelhante a uma herança genética, embora não exista fisicamente um gene que transmita o pecado de pai para filho. No entanto, podemos entender o pecado como semelhante a um fator genético. Você já se perguntou por que há tanta maldade no mundo? Porque pessoas que vivem em comunidades isoladas do restante da sociedade tendem a cometer maldades semelhantes às que estamos acostumados a ver nos noticiários todos os dias? Isto acontece pela genética da morte, ou seja, o pecado que cada ser humano carrega sobre si.
Todos somos pecadores porque carregamos esta herança conosco. R. C. Sproul resume esta condição ao afirmar que pecamos porque somos pecadores, isto é, não somos pecadores porque pecamos. A esta herança chamamos de natureza pecaminosa. Todos temos a natureza pecaminosa. Leiamos Romanos 5.12-21:
Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram; pois antes de ser dada a lei, o pecado já estava no mundo. Mas o pecado não é levado em conta quando não existe lei. Todavia, a morte reinou desde o tempo de Adão até o de Moisés, mesmo sobre aqueles que não cometeram pecado semelhante à transgressão de Adão, o qual era um tipo daquele que haveria de vir. Entretanto, não há comparação entre a dádiva e a transgressão. Pois se muitos morreram por causa da transgressão de um só, muito mais a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só homem, Jesus Cristo, transbordou para muitos! Não se pode comparar a dádiva de Deus com a conseqüência do pecado de um só homem: por um pecado veio o julgamento que trouxe condenação, mas a dádiva decorreu de muitas transgressões e trouxe justificação. Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo. Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens. Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos. A lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça, a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. 
O pecado entrou no mundo por meio de Adão. E todas as pessoas são descendência dele. Portanto, não há ninguém que seja inculpável. Todos nós, independente de condição social, física, etc. todos somos pecadores. Possuímos uma natureza pecaminosa. Por isso, era necessário que aquele que viesse a redimir a humanidade não tivesse esta natureza pecaminosa. E foi o que aconteceu. Talvez você já tenha se perguntado o porque de Jesus ter concebido de uma forma milagrosa, como ocorreu. Mateus e Lucas relatam como foi esta concepção, e em especial em Mateus 1.20, há a afirmação do anjo, em sonho a José: “o que nela foi gerado procede do Espírito Santo”.
Jesus, enquanto homem, procede do Espírito Santo. Ele não tinha nem sequer 1% de José ou de Maria. Se tivesse, ele teria herdado a natureza pecaminosa deles. Mas não foi o que aconteceu. Jesus não pecou, pois não era pecador como nós. Ele foi tentado, mas não cedeu à tentação. Por isso ele morreu inculpável e plenamente justo.
Mas talvez você esteja se perguntando: como então é possível se livrar desta herança terrível? Será que é preciso nascer de novo para poder se ver livre da natureza pecaminosa? A resposta é: Exatamente! Mas então isso quer dizer que é possível morrer e voltar em outro corpo sem pecado, por exemplo? Com certeza não! Em primeiro lugar, pelos motivos lógicos, uma vez que ainda que morrêssemos e nascêssemos de novo ainda assim nasceríamos com a natureza pecaminosa. Além disso, e mais importante que o primeiro argumento, a Bíblia diz em Hebreus 9.27 que “o homem está destinado a morrer uma só vez”! E aí talvez você esteja bastante confuso, se perguntando como é possível então nascer de novo sem ter morrido? Por acaso poderia eu voltar ao ventre de minha mãe? Pois este foi o questionamento de um homem chamado Nicodemus. Vejamos em João 3.1-8:
Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus. Ele veio a Jesus, à noite, e disse: "Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais miraculosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele". Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". Perguntou Nicodemos: "Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer! " Respondeu Jesus: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo. O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito". 
Aqui está a resposta para a libertação desta genética da morte: quem é nascido da carne é carne, mas quem é nascido do Espírito é espírito. Se o homem não nascer espiritualmente ele jamais se verá livre do pecado e por isso permanecerá em um estado de condenação eterna – de morte eterna. Mas isto é impossível para qualquer pessoa, você deve estar pensando. E foi exatamente o mesmo que os discípulos falaram para Jesus quando ele disse que seria impossível a um rico entrar no Reino dos Céus. Isto porque, como o Senhor Jesus mesmo diz, “para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis”.
Deus pode fazer com que você nasça de novo, se isto ainda não ocorreu em sua vida. E como saber se ocorreu? 2 Coríntios 5.17 diz que “se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas”. Ou seja, há transformação na vida daquele que foi liberto do poder do pecado. E Romanos 6.22 nos diz que “agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna”. Se você nota que tem servido ao pecado; que você é escravo do pecado, ou seja, não consegue abandonar o pecado e reconhece que sozinho é impossível para você abandoná-lo, hoje pode ser o dia do seu nascimento.
Se você se vê diante da realidade de que tem servido ao pecado, que devido ao pecado original você está afastado de Deus e precisa nascer de novo, confesse a Deus a sua pecaminosidade. Confesse seus pecados diante de Deus e peça perdão a Ele. Coloque-se diante de Deus e entregue a sua vida a Ele. Diga a Ele que você deseja viver para Ele, ser transformado por Ele, ser regenerado por Ele. E passe a viver a sua nova vida – a vida espiritual. Deus pode lhe livrar da genética da morte, o pecado que leva à morte eterna, e fazê-lo viver; viver para Ele. Creia nisto e você viverá!
Deus o abençoe!

Por: Pr Cléber Ribas

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