quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Quem é este?

Você conhece Jesus? Esta parece ser uma pergunta bastante simples de resolver. Afinal, praticamente já nascemos ouvindo falar dele. No entanto, será que ouvimos as coisas certas sobre ele? Será que aquele Jesus de que ouvimos falar é exatamente quem ele era?

Muitas são as formas como as pessoas acreditam conhecer a Jesus. Daria até pra dizer que há tantos tipos diferentes de Jesus que ás vezes é possível confundir-se e nunca conhecer o verdadeiro. Veja bem: segundo alguns ele é um profeta, um homem que falava da parte de Deus anunciando o grande profeta que viria. Para outros ele é um espírito iluminado que evoluiu através de múltiplas encarnações. Para outros ainda ele foi um grande impostor, ou um grande mestre ou um simples homem comum de quem se criou muitas histórias.

Mas, quem verdadeiramente foi Jesus? Os relatos sobre Jesus estão apenas na Bíblia - não se fala sobre ele fora dela, a não ser sobre os seus primeiros seguidores após sua morte e ressurreição. Assim, para pensarmos se o conhecemos de verdade é preciso ter como base os evangelhos, que são os quatro primeiros livros do Novo Testamento e que apresentam-nos a vida de Jesus. No entanto, apenas ler o relato não é suficiente para afirmar conhecê-lo. Isto porque os evangelistas (como são chamados os autores dos evangelhos) não relatam todos os momentos da vida de Jesus -apenas o que era importante para o propósito do relato.

Estes relatos, inclusive, nos mostram a dificuldade que as pessoas encontravam em perceber quem era Jesus de fato. Primeiramente, vejamos o relato de Lucas sobre uma refeição que Jesus fazia na casa de um Fariseu. Nesta ocasião, relatada em Lucas 7.36-50, Jesus estava fazendo uma refeição na casa deste fariseu, chamado Simão, quando uma mulher chamada no texto de pecadora molha os pés de Jesus com lágrimas, enxuga com os cabelos e lhe derrama perfume. Aquela situação causa grande contrariedade ao dono da casa, que pensa que Jesus não conhecia a situação daquela mulher. Então, Jesus diz àquela mulher que seus pecados estavam perdoados. Diante dessa situação o versículo 49 nos diz que "os outros convidados começaram a perguntar: 'quem é este que até perdoa pecados?'". A pergunta era mais que uma simples pergunta, mas uma reflexão. Somente Deus poderia perdoar pecados e aquelas pessoas que achavam estar comendo com um mestre ou algo parecido de repente se perguntam que realmente era Jesus.

Em outra ocasião, Jesus estava com os seus discípulos em um barco quando o mar se enfureceu com um grande vendaval. Este relato está em Marcos 4.36-41. Ele estava dormindo enquanto seus discípulos estavam desesperados com a situação. Então eles lhe acordam e dizem: "Mestre, não te importas que morramos?". Jesus então se levanta, repreende o mar e manda o mar se acalmar e o vento se vai e o mar se aquieta. Depois de ouvir a repreensão de Jesus por sua falta de fé, os discípulos perguntam uns aos outros, no versículo 41: "Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?" Eles já haviam visto milagres e ouvido ensinamentos de Jesus. Eles sabiam que ele não era um simples mestre, mas não conseguiam imaginar quão grande era seu poder. A natureza lhe obedecia. Um simples homem jamais poderia fazer tal obra. Talvez poderíamos pensar que os profetas também fizeram grandes milagres. Moisés, por exemplo, fez o mar se abrir. Mas estes sempre agiram por direção imediata de Deus; seguiam a Sua ordem e assim acontecia o sobrenatural. Com Jesus não aconteceu assim. Ele mandou nas águas. Ele mostrou autoridade sobre a natureza. Ele mostrou ser superior à própria natureza e isso deixou os discípulos extremamente inquietos.

Em uma outra ocasião, relatada em Mateus 21.1-11, Jesus estava entrando em Jerusalém para seus últimos dias de vida antes de sua morte na cruz. Ele entrava na cidade montado em um jumentinho, com ramos espalhados pelo seu caminho. Esta era a recepção de um rei vitorioso sobre a cidade conquistada. Por isso, o versículo 10 nos diz: "Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou agitada e perguntava: 'quem é este?'". Todos ficaram perplexos com a chegada triunfal de um rei. Todos percebiam que não era qualquer pessoa que chegava, mas alguém extremamente importante. No entanto, a resposta da multidão demonstra que eles não haviam percebido a dimensão exata de quem Jesus era. Eles disseram: "Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia". Para a multidão ele era um profeta e apenas isso.

No entanto, como vimos nos textos anteriores, os discípulos haviam percebido que Jesus não era apenas o seu mestre ou um profeta como os muitos que vieram anteriormente. Eles conseguiam aos poucos compreender quem ele era de fato. Isso começa a ficar perceptível em Marcos 8.27-29. Antes mesmo de sua entrada triunfal em Jerusalém ele pergunta aos discípulos: "Quem o povo diz que eu sou?". E os discípulos lhe respondem: "Alguns dizem que és João Batista; outros Elias; e, ainda outros, um dos profetas". Ou seja, os discípulos haviam percebido que o povo via a Jesus como um profeta. Mas então ele lhes pergunta quem eles dizem ser ele e a resposta demonstra que eles já percebiam um pouco mais sobre quem ele era: "Tu és o Cristo". Eles sabiam que Jesus era mais que um profeta.

No entanto, esta percepção ainda não era completa. Dizer que Jesus era o Cristo para eles significava que ele era o messias prometido, mas que ele reinaria entre os judeus, em Jerusalém. E, com a morte e ressurreição de Jesus eles tiveram a plena percepção de quem realmente era Jesus. Em João 20.28, após ver o Cristo ressurreto, Tomé afirma em relação a Jesus: "Senhor meu e Deus meu!". Eles perceberam que Jesus é o Filho de Deus, o próprio Deus que viveu na terra e morreu para trazer perdão dos pecados. O Senhor e Salvador. O único caminho, verdade e vida. Este é Jesus - o único capaz de nos libertar do poder do pecado e do castigo eterno. O único que pode restaurar o nosso relacionamento com Deus.

Para mim, Jesus é aquele que me salvou de uma eternidade infeliz longe de Deus. Que me libertou da escravidão do pecado e me deu alegria plena e esperança. Ele é aquele que me ama mais que qualquer outra pessoa e a pessoa que mais amo - mais que minha família, amigos e que eu mesmo. O meu melhor amigo, meu Senhor e Salvador. Meu Rei e meu Deus.

E você, quem diz que Ele é? Um profeta, um sábio, um mestre, um louco, uma invenção dos homens? ou o Filho de Deus, o único que pode lhe levar até Deus e por meio de quem os seus pecados podem ser perdoados? Medite nisso e responda diretamente para ele.
Deus o abençoe!

Por: Pr Cléber

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Discernimento

Você já ouviu essa palavra discernimento? Muito provavelmente já. E você sabe o que significa? Pois bem, discernir é o mesmo que distinguir entre o certo e o errado; entender determinada situação. Podemos discernir a intenção de alguém ou a forma com que devemos agir em determinada circunstância, por exemplo. Para tudo na vida devemos ter um bom discernimento. Especialmente na vida espiritual. O apóstolo Paulo trata sobre o discernimento em sua carta aos Efésios. Vejamos os versículos 6-17 do capítulo 5:
Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas coisas. Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. Mas, tudo o que é exposto pela luz torna-se visível, pois a luz torna visíveis todas as coisas. Por isso é que foi dito: "Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti". Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. 
Neste trecho da carta do apóstolo Paulo aos Efésios, ele os orienta a discernirem o que é agradável ao Senhor; a não serem enganados, mas procurarem compreender qual é a vontade de Deus. Estas orientações não são apenas para os cristãos de Éfeso, mas para cada um que busca ter um relacionamento com Deus. E nos dias de hoje isto também é extremamente importante. A Palavra de Deus é viva e atual e este ensinamento é semelhantemente atual.
Vivemos em uma sociedade pós-moderna, onde impera o relativismo, inclusive no âmbito religioso. Com certeza você já ouviu a expressão “todos os caminhos levam a Deus”. Ela é bem comum em nossos dias pois este relativismo tem feito com que muitas pessoas aceitem todo e qualquer ensino que alega ser um ensino da parte de Deus como sendo a verdade. Assim, as pessoas vão criando uma enorme salada de frutas nas suas cabeças. No caso uma salada de crenças. Mistura-se o ensino bíblico com diversas outras religiões e pensamentos filosóficos e teológicos que não conseguem conviver em harmonia.
Veja bem, como é possível pensar que todos os caminhos levam a Deus se a Bíblia afirma a existência de um só Deus e uma só vida, enquanto que o hinduísmo, por exemplo, possui inúmeros deuses diferentes e entende que existe a possibilidade de reencarnação. Não são o mesmo caminho e tampouco falam do mesmo Deus. Assim, é preciso ter discernimento entre os muitos caminhos que são apresentados para nós. Não se engane, o Deus da Bíblia não é o mesmo Deus das outras religiões. Deuses esses, de outras religiões, que na verdade não passam de um grande engano. O próprio Jesus nos alerta em relação a isso. Ele afirma em João 14.6 que ele é o caminho. Ele não afirma ser um caminho, mas o caminho. Jesus é o único que pode nos levar a Deus. Qualquer outra religião, doutrina ou ensinamente que afirme que há formas de se relacionar com Deus que não seja por meio do sacrifício de Cristo na cruz deve ser rejeitado categoricamente.
É preciso ter discernimento para diferenciar entre as muitas religiões e o sacrifício de Cristo na cruz. Mas este discernimento é mais profundo do que isso. Isso porque o Senhor Jesus nos alertou contra os falsos mestres. Ainda hoje há muitos que tentam nos desviar do caminho. E para não cair nestas ciladas é fundamental ter discernimento. De que forma? Bem, só há uma forma - a Palavra de Deus. A Bíblia é a Palavra de Deus, escrita por homens mas inspirada por Deus. Não existe nada na Palavra de Deus que Ele não quizesse que ali estivesse. Da mesma forma não há nada que não esteja nela que Deus gostaria que estivesse. Ela é perfeitamente a Palavra de nosso Criador. E é por meio dela que podemos discernir qual a vontade de Deus para nossas vidas.
Se temos o hábito de ler a Bíblia - toda ela e não apenas as partes que mais gostamos - alcançamos um maior discernimento entre os muitos ensinos que se propagam a cada dia. Não se engane, toda profecia, ensino, revelação, doutrina ou pensamento filosófico tem de passar pelo crivo das Escrituras Sagradas. Não confie nas palavras dos homens, pois elas falham, mas a Palavra de Deus é para sempre. Esta mesma Palavra fala: "maldito o homem que confia no homem". Não devemos confiar nos ensinos das pessoas mas nos ensinos da Bíblia. No entanto, se não conhecemos a Bíblia, como vamos poder discernir entre os muitos ensinos que são apresentados a nós a cada dia?
Outra questão importante é discernir sobre o contexto da Bíblia para não ser enganado. A Bíblia possui 66 livros escritos por pessoas diferentes de épocas diferentes em estilos diferentes. Por isso é importante buscar entendê-la completamente. Há textos que são relato histórico e não uma ordem. Há textos que são poesia e não relato histórico. Além disso, se o texto for pego de forma isolada há uma grande possibilidade de se falar o que ela não diz. Meu professor de interpretação bíblica sempre falava: texto fora do contexto é pretexto para falar bobagem. O fato é que a Palavra de Deus ainda nos fala. Mas é importante diferenciar entre o que ela realmente diz e o que queremos que ela diga.
Você quer ver como tirar o texto do contexto pode ser perigoso? Nesta mensagem eu falei sobre a afirmação "todos os caminhos levam a Deus". Se alguém quiser desvirtuar o que falei pode dizer: o Pr Cléber disse que todos os caminhos levam a Deus. E de fato, eu utilizei esta expressão. Mas meu objetivo era refutá-la. Da mesma forma, não podemos pegar um versículo da Bíblia isoladamente e querer fazer um grande ensinamento sobre isso. Até mesmo porque quando foi escrita a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos. As pessoas liam como hoje lemos um livro - liam compreendendo o contexto; liam como uma única ideia.
Os bereanos são um belo exemplo de busca por discernimento na Palavra. Eles aparecem no capítulo 17 de Atos como pessoas louváveis pois não se contentavam apenas com os ensinos de Paulo, mas buscavam na Palavra que tinham na época para ver se aquilo era correto realmente. Nós também devemos ser como os bereanos.
Portanto, não se deixe levar por ensinos enganosos, por caminhos que não levam a Deus. Lembre-se que Jesus Cristo é o único caminho. Semelhantemente não confie em ensinos, doutrinas, escritos ou revelações que não sejam baseados na Palavra de Deus. Se você buscar ler com sinceridade a Palavra de Deus, valendo-se de discernimento, você entenderá a mensagem bíblica como ela é. Você verá que a Bíblia está centrada na obra de Jesus Cristo, que se entregou para morrer em uma cruz para perdão de nossos pecados. Você verá que nós que estávamos mortos em nossos pecados podemos ter por meio desse sacrifício a vida eterna.
Busque hoje mesmo discernir os muitos ensinos que lhe cercam. Agora mesmo, assim que terminar o programa, leia em sua Bíblia a carta completa de Paulo aos Efésios. Analise o texto. Crie o hábito de ler a Palavra de Deus como um todo e com certeza Deus falará com você.
Deus o abençoe!

Pr Cléber

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Dependência ou morte

No último sábado, celebramos mais um aniversário da independência do Brasil. Esta, foi declarada em 7 de setembro de 1822 pelo então príncipe regente Dom Pedro I às margens do rio Ipiranga com o famoso grito: “independência ou morte!”. A independência não se deu apenas com o ato de Dom Pedro, uma vez que já era iminente pela insatisfação gerada pelo governo de Dom João VI, rei de Portugal (para mais informações acesse: http://www.brasilescola.com/historiab/independencia-brasil.htm).

Assim como naquele tempo, ainda hoje muitas pessoas buscam independência. Agora não mais em relação a um domínio monárquico, mas independência nas mais diversas áreas da vida – independência financeira, profissional, etc. Assim, é lógico pensar que o ser humano foi criado para ser independente, certo? Na verdade não. O ser humano foi criado para ser plenamente dependente. Vejamos o texto de Gênesis 2.15-17 e 3.6:

O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo. E o Senhor Deus ordenou ao homem: "Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá". (...) Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também.

Deus criou o primeiro ser humano e então lhe dispôs todos os frutos das árvores do jardim, exceto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Comer dos frutos permitidos significava dependência de Deus – crer que aqueles frutos lhe seriam plenamente suficientes para o seu sustento e que não era preciso comer do fruto proibido. Ir além e comer o que não era permitido significava buscar ser independente de Deus – ou seja, crer que o sustento dado por Deus por meio dos frutos permitidos não seria suficiente.

O homem buscou ser independente e esta busca lhe trouxe morte. As palavras de Deus foram bem claras: “no dia em que dela comer, certamente você morrerá”. Pois foi exatamente o que aconteceu. Não uma morte física, é verdade, mas uma muito pior – uma morte espiritual. Com o ato de desobediência e busca por independência de Adão e Eva, ambos passaram a ser condenados à morte eterna. O pecado da busca por independência de Deus deles fez com que toda a humanidade que viria a existir estivesse condenada à morte eterna. O interessante é que dentre as árvores a que eles tinham acesso estava a árvore da vida (Gênesis 3.22). Na dependência eles tinham a vida e na independência a morte.

No entanto, não podemos culpar apenas Adão e Eva pela condenação de toda a humanidade. Todos somos responsáveis pela nossa desobediência – pela nossa busca por independência. Mas, Deus nos ama de tal forma que enviou seu Filho, Jesus, para morrer em uma cruz para nos livrar da morte e trazer vida eterna. Na sua obediência e dependência até a morte ele trouxe vida aos que creem nele. Estes, por sua vez, não devem buscar mais nenhuma forma de independência, mas uma dependência completa de Deus. O sacrifício de Cristo restaura o relacionamento perdido no ato de Adão e Eva, àqueles que reconhecem seus pecados e entregam-se por completo à vontade de Deus. Ou seja, àqueles que buscam tornar-se novamente dependentes por meio do sacrifício de Jesus.

E você – como está sua situação? Você busca dependência ou morte? Em sua vida financeira, profissional, familiar, pessoal, amorosa, sexual, alimentar, etc. você tem buscado independência ou dependência total de Deus? Saiba que em tudo devemos ser dependentes Dele e isto não é algo ruim. Quando dependemos de Deus podemos ter a segurança de que as suas ordens nos livraram da morte e nos trarão vida e felicidade. Quando, porém, andamos de forma independente, o fruto que colhemos leva à morte, dor e desgraças.

Hoje pode ser o seu dia da dependência. Entregue sua vontade à Deus; entregue seus planos e ideias a Ele; entregue-se completamente a Cristo. Dê hoje o seu grito de dependência – clame a Deus: “Dependência ou morte!”

Deus o abençoe!

Por: Pr Cléber Ribas

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Tesouro

Quem nunca ouviu histórias de um baú do tesouro enterrado em algum lugar. Quantas são as histórias sobre piratas que enterram seus tesouros em ilhas desertas e outros buscam por ele seguindo um mapa do tesouro. Lembro que, quando pequeno, ouvi a história de um campo de propriedade de um parente distante (talvez um tio-avô) em que havia sido enterrado um grande tesouro, mas ninguém sabia ao certo se ele era verdadeiro e onde estava localizado, de forma precisa. Lembro que fiquei pensando: “porque alguém enterraria um tesouro?”. Pois Jesus nos conta uma parábola de um homem que achou um tesouro enterrado em um campo. Ela está em Mateus 13.44 que segue: "O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.”  

Pois é, era normal há muito tempo atrás, enterrar em um campo um grande tesouro que tivesse em sua posse. Este homem da parábola, ao encontrar o tesouro, escondeu-o novamente e vendeu tudo o que possuía para comprar aquele campo e tomar posse daquele tesouro. Isso demonstra que aquele tesouro era infinitamente maior do que tudo o que possuía, já que ele não teve dúvidas de que deveria vender tudo o que possuía para consegui-lo. Ele estava disposto a abandonar tudo o que possuía para conquistar aquela preciosidade. Aquele tesouro era tudo o que ele desejava.

Jesus contou esta parábola para ilustrar como é o Reino dos Céus. Em outras palavras, ele ilustrou como a pessoa que se encontra com a realidade do Céu reage diante de tão maravilhoso tesouro. 
Pois é, o Reino dos Céus é infinitamente melhor que qualquer posse na terra. No entanto, a grande maioria das pessoas vê as suas posses como algo melhor que o Reino. É o caso do jovem rico que encontrou com Jesus. O texto de Mateus 19.22 diz: “Eis que alguém se aproximou de Jesus e lhe perguntou: "Mestre, que farei de bom para ter a vida eterna? " Respondeu-lhe Jesus: "Por que você me pergunta sobre o que é bom? Há somente um que é bom. Se você quer entrar na vida, obedeça aos mandamentos". "Quais? ", perguntou ele. Jesus respondeu: " ‘Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe’ e ‘amarás o teu próximo como a ti mesmo’". Disse-lhe o jovem: "A tudo isso tenho obedecido. O que me falta ainda? " Jesus respondeu: "Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me". Ouvindo isso, o jovem afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. Então Jesus disse aos discípulos: "Digo-lhes a verdade: Dificilmente um rico entrará no Reino dos céus. E lhes digo ainda: é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus". Ao ouvirem isso, os discípulos ficaram perplexos e perguntaram: "Neste caso, quem pode ser salvo? " Jesus olhou para eles e respondeu: "Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis". 

Este jovem desejava saber como obter o Reino através de boas ações, mas Jesus lhe mostra que não há boas ações suficientes para se entrar no Reino – era absolutamente impossível! E ele demonstra isso tocando no maior tesouro daquele jovem – a sua riqueza. Ele era rico e não aceitava se desfazer de seu tesouro para obter um tesouro ainda maior.

O problema daquele jovem era a sua riqueza. Mas, muitos tem outros tesouros que consideram mais importantes do que o Reino de Deus. Para muitos a família é o seu maior bem. Estes podem até procurar uma igreja, viver uma vida religiosa, mas se acontece uma tragédia na família e perdem algum ente querido, como um filho, culpam a Deus e se afastam Dele – o seu tesouro é a família. Para outros, as suas ideias são o maior tesouro. Eles sentem uma necessidade enorme, um vazio enorme, que não conseguem explicar, e quando confrontados com a palavra do evangelho não aceitam a ele pois não encontram todas as respostas para suas dúvidas – pois para muitas não há e por isso é necessária a fé. Suas riquezas são suas próprias convicções. Ainda outros têm na tradição a sua riqueza. Eles se encontram com a realidade do Reino mas não aceitam ele como um grande tesouro, pois há muitas gerações se tem pensado daquela forma, então não há como mudar. É muito comum encontrar na tradição religiosa pessoas assim. Elas são confrontadas com o evangelho e até dizem que é algo bom e agradável, mas não estão dispostas a abandonar a tradição familiar de sempre crer da mesma forma e nas mesmas coisas – ainda que nem sempre saiba o porquê. Para estes, a tradição é seu grande tesouro.

Note que muitas pessoas são apresentadas a este tão grande tesouro que é o Reino de Deus, mas nem todas o consideram como uma grande riqueza. Aliás, a grande maioria o considera algo sem valor necessário para que abandonem tudo por ele. E esta era a realidade daquele tesouro que o homem encontrou no campo. Veja bem, por mais que o terreno estivesse escondido, o homem achou-o por acaso. Aquele terreno não era dele e não faria sentido ele ficar procurando um tesouro em campos da região. Ele não era um caçador de tesouros ou coisa parecida. O homem estava passando por ali naquele momento, quando se deparou com o grande tesouro que mudou sua vida e que ele considerou tão maravilhoso que o fez abandonar tudo para que ele pudesse tê-lo. Quantas pessoas também passaram por aquele campo sem perceber ou sem reconhecer aquele tesouro? Mas foi ele quem encontrou.

Na sua caminhada da vida, você já encontrou o grande tesouro capaz de fazê-lo considerar todo o resto como algo sem utilidade perto dele? Ou você tem apenas seguido, sem perceber que há um grande tesouro disponível a você no seu caminho? Ou será que, ainda mais que isso, você talvez até tenha visto o tesouro, mas o considerou sem a devida importância? 

O apóstolo Paulo ilustra bem como é a realidade de quem encontra este tesouro em Filipenses 3.7-12: “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé. Quero conhecer a Cristo, ao poder da sua ressurreição e à participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte para, de alguma forma, alcançar a ressurreição dentre os mortos. Não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo, pois para isso também fui alcançado por Cristo Jesus”. 

Ele considerava tudo como esterco para poder ganhar a Cristo. E esta palavra para esterco não dava sequer a possibilidade de um reaproveitamento deste esterco, como adubo, por exemplo. Não! Era um refugo completo. Algo sem valor e sem utilidade alguma.

Assim são todas as coisas diante de tão grande tesouro que é o Reino dos Céus. Perto da realidade de estar eternamente com Cristo tudo o mais que temos, que cremos, que pensamos e que conquistamos até hoje não tem valor algum! Paul Washer afirma: Prefiro o inferno com Cristo do que um Céu de prosperidade sem Cristo”. A grande verdade é que para o cristão sincero, viver total e completamente para Deus, de forma obediente pelo simples desejo de agradá-lo, é mais que o principal objetivo de sua vida – é o único.

Por fim, reflita sobre qual a importância do Reino em sua vida a partir das palavras de John Piper: “A pergunta crucial para nossa geração, e para cada geração, é esta: se você pudesse ter o céu, sem doenças, com todos os amigos que tinha na terra, com toda a comida que gostava, com todas as atividades relaxantes que já desfrutou, todas as belezas naturais que já contemplou, todos os prazeres físicos que já experimentou, nenhum conflito humano ou desastres naturais, ficaria satisfeito com o céu, se Cristo não estivesse lá?” 

Deus o abençoe!

Por: Pr Cléber

UM CHAMADO A SEGUIR JESUS

“Depois de assim falar; acrescentou-lhe: Segue-me” Jo 21.19b O Evangelho de Jesus Cristo Segundo João, além de não ser considerado um e...