Hoje eu quero fazer uma denúncia. Sim, uma denúncia bastante grave. O Natal foi desvirtuado. E a culpa está sobre os ombros do tal "espírito do Natal". Este sujeito, mascarado por um discurso de inclusão, vem aos poucos nos desviando do foco desta data. Eu quero lhe provar que a minha denúncia é fundamentada e lhe instigar a se juntar a mim na causa contra esse "espírito" enganador.
Para tentar lhe explicar o quão grave é esta acusação eu quero lhe levar a pensar em uma situação hipotética, ou seja, quero que você pense em uma situação que não é real, mas poderia ser. Vamos imaginar uma mudança na sua vida. Imagine que você nasceu no dia 22 de dezembro de 1953. Ainda muito pequeno, você saiu de sua cidade mas a sua família permaneceu ali - aliás, todos na cidade eram seus parentes. Todos sabiam que você havia nascido ali embora com o tempo alguns não tivessem tal certeza. Agora, tantos anos após o seu nascimento, você está de volta àquela cidade; aos seus familiares.
Chegando na cidade, você vê que todas as casas estão enfeitadas. As lojas falam sobre descontos nas compras dos presentes. Você até estranha que todas as lojas falam deste dia como o dia do Nascimento. Você fica todo empolgado pensando: "Puxa, nem sabia que era tão querido assim. Meus familiares me amam verdadeiramente". Mas, conforme você vai passando pela cidade você vê que não parecem estar falando sobre você. Aliás, muitos sequer conhecem você. Além disso, há diversas pessoas fantasiadas como um homem bastante obeso de roupa vermelha e barba branca. Então você pensa: "Mas eu nem sou assim. Há anos que não deixo a barba e cuido de minha alimentação. Eu até faço caminhadas matinais".
Então, eis que você chega ao local em que todos estão comemorando o seu aniversário. Ou ao menos é o que deveria ser. Em primeiro lugar, você nota que todos estão comemorando como se você nem existisse. Aliás, começaram a festa sem você. Além disso, há um homem vestido como aquele senhor de barba branca distribuindo presentes para muitas pessoas e todos querem tirar fotos com ele. Músicas são cantadas - todas falando sobre paz, alegria e amor, mas nada de "parabéns a você". Você vê que as pessoas falam sobre o "espírito do aniversário" e você vê que pessoas que diziam que você não existia ou que o odiavam estão comemorando o dia do aniversário e celebrando o "espírito" deste dia.
E você segue sem entender nada. Ninguém lhe cumprimenta. Sequer percebem que você está ali. Então você pensa: "Eu devo estar errado. Muito provavelmente nestes anos em que estive fora algo terrível aconteceu e este homem de barba branca salvou a cidade e por isso comemoram o seu nascimento. Eu só posso estar confundindo. Talvez eles nem saibam que hoje é meu aniversário". Então você resolve perguntar para as pessoas o que era comemorado naquele dia. A primeira pessoa para quem você pergunta está comendo um peru assado e quando você indaga sobre a festa ela vira para você e responde: "hoje estamos comemorando o seu aniversário". Então logo vira e voltar a comer. Você então fica confuso e decide perguntar a outra pessoa. "Vou perguntar a uma criança" - você pensa - "crianças são sinceras." Você encontra uma criança com um brinquedo que acabou de receber e pergunta o motivo da festa e ela lhe responde: "É o dia do nascimento. Os adultos me falaram que é por causa de um homem que nasceu há muito tempo. Mas o que importa pra mim são os presentes mesmo". Você então pergunta o nome desta pessoa e ela lhe responde com o seu nome. Então você fica ainda mais confuso e decide acabar de vez com a dúvida. Você chega para alguém que lhe odeia e sempre disse coisas contra você e pergunta: "Qual o motivo desta festa?" Ao que ele lhe responde: "Alguns dizem que é o dia do seu aniversário mas pra mim não é. Pra mim é um dia de paz e felicidade, muitos presentes e muita comida". No seu aniversário você é o único que não é festejado, lembrado ou reconhecido.
Pois isto é o que estamos fazendo com o Natal. O que ouvimos sobre o Natal? Natal é tempo de celebrar a família; Natal é tempo de sentir-se feliz; Natal é tempo de recomeçar; É tempo de refletir; etc. Pois eu afirmo que não! Natal não é tempo pra isso. Não que não seja possível fazer isso no Natal. Mas Natal é tempo de refletir sobre a vinda de Jesus. Ninguém gosta que alguém vá à sua casa no seu aniversário apenas para comer. Você quer que venham para festejar o seu aniversário. Elas vão comer? Vão. Elas vão se alegrar? Vão. Mas o centro das atenções é você. Quem deve ser o centro das atenções no Natal? Jesus. Natal é tempo de pensar sobre o que Jesus ensinou, fez e principalmente que ele morreu em uma cruz para livrar a mim e a você da escravidão do pecado e da morte eterna.
E a culpa é deste tal "espírito do Natal". Este tal "espírito" que sequer existe, mas que nos faz crer e ensinar para nossas crianças que o Natal é tempo de magia. Que ensina sobre Papai Noel, presentes, etc. Esta ideia criada para que pessoas que não creem em Jesus ou mesmo odeiam a ele possam participar da festa. É o mesmo que querer convidar seus inimigos pra festejar seu aniversário mascarando a data com outro nome ou outra ideia. Natal é Jesus. Não é tempo de magia. É tempo de salvação a quem não creu em Cristo ainda. O espírito natalino é uma grande mentira. Não acredite nele! Natal é Jesus. Vamos celebrar a Jesus. Ele é o centro das atenções; ele é o dono da festa.
Mas sabe que, pensando bem, não podemos botar a culpa no espírito natalino. Fomos nós, seres humanos, que inventamos ele. O Papai Noel é invenção nossa. Toda essa história é invenção nossa. A culpa é nossa. Mas nós podemos mudar este quadro. Talvez não na televisão, nos anúncios publicitários ou na vizinhança. Mas em nossos lares nós podemos. E a pergunta principal que eu lhe faço é esta: Se Jesus chegasse na noite do dia 24 à sua casa, ele seria o personagem principal da festa? Seus filhos e netos reconheceriam ele como tal? Seria ele o centro das atenções?
O texto que eu quero deixar hoje para a sua reflexão é um texto de Apocalipse. É algo que Jesus fala a uma igreja que deveria pensar e viver para ele, mas vivia para si e para suas riquezas. Ele diz, em Apocalipse 3.20: "Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo". Ou seja, Jesus sequer era o convidado, mas se, ao bater na porta fosse recebido, entraria para participar da vida daquela igreja. Que na sua Ceia de Natal você lembre deste texto e reflita sobre isso. Jesus está e estará à sua porta. Ele tem lugar na sua mesa e na sua vida? Pense sobre isso.
Feliz Natal e que Deus o abençoe!
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
Cordel natalino
Para quem não pôde estar no culto especial de Natal, agora à noite, deixo este vídeo muito legal sobre o verdadeiro sentido do Natal. Deus abençoe e boa semana!
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Quatro lições do Natal
Cada celebração do nascimento de Jesus nos renova a oportunidade de aprender ou reaprender algo sobre o evento que transformou a história. Pensemos rápido sobre quatro elementos desse acontecimento e que lições nos ensinam:
1. O Senhor move o que quiser e quem quiser para cumprir os seus propósitos.
Com um decreto, César Augusto indicou que todos deveriam se registrar em sua própria cidade (Lc 2.1-5). Assim, uma jovem prestes a se tornar mãe e seu noivo se deslocaram até Belém. As multidões, os impérios e os poderosos que nos governam muitas vezes nos fazem sentir pequenos e impotentes. Mas o personagem maior sempre atua de maneira a inclinar-se em favor do pequenino, movendo as peças para que “cedo ou tarde” seus desígnios se cumpram.
Se isso é verdade então a pergunta é se estamos atentos ao que o Senhor já vem fazendo, para que sejamos agentes privilegiados da sua ação no mundo. Busque ao Senhor e discirna onde ele já vem atuando. Se a ação é dele (em paternidade, iniciativa e controle), então o que me resta fazer é somar-me a ela com espírito humilde e agradecido.
2. O caminho do Senhor nem sempre é o mais fácil nem o mais simples.
Vejam que o Senhor que move as autoridades máximas de um império aparentemente não foi capaz de reservar um alojamento para esse casal em Belém (Lc 2.6-7). Perguntamos-nos se não seria possível que movesse o coração do dono de uma estalagem ou que incitasse uma família para que fosse hospitaleira com os pais daquele bebê que viria para mudar o rumo do universo. Claro que seria possível, mas não foi esse o roteiro escolhido pelo grande chefe.
Esse bebê, quando grande, também não transformaria pedras para saciar sua fome com pães, nem daria saltos no vazio para ser acariciado por anjos. Também alertaria os desavisados de que ele não teria lugar para repousar sua cabeça. Que sua vida não seria fácil, que segui-lo tampouco implicaria em regalias e garantias. Pelo contrário, que segui-lo demandaria renúncia e levaria cada um a carregar sua própria cruz. Ele se tornou pobre por amor, para que cada um de nós se tornasse rico (2 Co 8.9), ainda que essa riqueza seja de uma natureza distinta à da nossa percepção comum. A vida nesse caminho não é fácil nem simples, mas assim é melhor, porque se trata de uma riqueza muito mais profunda e verdadeira.
3. Ele veio para que todos tivessem vida.
A visita dos magos (que não eram três nem reis) foi surpreendente. Vindos do Oriente, possivelmente eram inesperados mágicos e astrólogos de nações consideradas pagãs. Esta visita antecipou quem se beneficiaria com a chegada do Messias. Não só uma família, nem só um povo, nem mesmo qualquer outro grupo de pessoas criado artificialmente por nossas próprias regras e tradições humanas. Se uma vida especial nascia naquele pequenino, essa vida era desde o princípio ofertada a todas as pessoas, de todos os grupos, de todas as nações.
Foi o próprio evangelho de Mateus, considerado como o evangelho escrito aos judeus, que deixa bem claro no seu início (por meio dos visitantes especiais), e no seu final (com o grande mandato para fazer discípulos em todos os povos), que essa vida era e é um oferecimento a toda a humanidade. Se muitos não a abraçam, talvez a culpa seja daqueles que se pensam exclusivos detentores dessa bênção. Por isso devemos ser vasos conscientes de que o que temos foi porque recebemos. Portanto somos bons mordomos que transbordam a todos os demais algo que não chegamos a ter por merecimento e que nem é “direito” exclusivo nosso.
4. Damos porque assim revelamos onde está nosso tesouro.
Foi o Pai quem primeiro deu o seu próprio filho para que assim experimentássemos vida, abundante e eterna. O filho deu o seu tempo, as suas palavras, as suas ações, o seu corpo e o seu sangue... tudo também por amor a nós. Então faz sentido que um dos primeiros acontecimentos após o nascimento fosse também o ato de presentear, vindo daqueles senhores do Oriente que lhe trouxeram ouro, incenso e mirra.
Muito se diz, talvez até demasiado, sobre o significado de cada um dos presentes. Mas prestemos atenção por um momento somente naquele ato de dar. É verdade que Deus não precisa de nossos presentes, como se nossas mãos humanas pudessem dar a ele algo que realmente necessitasse (At 17.25). Não é assim que funciona. Na verdade, Deus não precisa de nada que lhe possamos oferecer. Então por que eles o presentearam e por que isso é registrado por Mateus (2.10-11)?
Parece que quando eles dão algo que lhes parece valioso, o que estão dizendo para o recém-nascido é que ele é o bem mais apreciado. O bebê é o tesouro, e não os bens preciosos que ele recebe. Assim é a nossa adoração a Deus, ou pelo menos assim deveria ser. Dou meu tempo, talentos e recursos, não porque Deus ou pessoas ao meu redor deles necessitem, mas porque, ao fazê-lo, eu declaro para Deus, para mim mesmo e para todos ao meu redor onde está meu verdadeiro tesouro.
Nesse Natal, onde está o seu tesouro? Ao longo do próximo ano buscarei aplicar essas pequenas lições em minha própria vida. Meus votos são que você também as torne concretas na sua.
Texto de autoria de Ricardo Wesley Morais Borges, recebido por e-mail.
1. O Senhor move o que quiser e quem quiser para cumprir os seus propósitos.
Com um decreto, César Augusto indicou que todos deveriam se registrar em sua própria cidade (Lc 2.1-5). Assim, uma jovem prestes a se tornar mãe e seu noivo se deslocaram até Belém. As multidões, os impérios e os poderosos que nos governam muitas vezes nos fazem sentir pequenos e impotentes. Mas o personagem maior sempre atua de maneira a inclinar-se em favor do pequenino, movendo as peças para que “cedo ou tarde” seus desígnios se cumpram.
Se isso é verdade então a pergunta é se estamos atentos ao que o Senhor já vem fazendo, para que sejamos agentes privilegiados da sua ação no mundo. Busque ao Senhor e discirna onde ele já vem atuando. Se a ação é dele (em paternidade, iniciativa e controle), então o que me resta fazer é somar-me a ela com espírito humilde e agradecido.
2. O caminho do Senhor nem sempre é o mais fácil nem o mais simples.
Vejam que o Senhor que move as autoridades máximas de um império aparentemente não foi capaz de reservar um alojamento para esse casal em Belém (Lc 2.6-7). Perguntamos-nos se não seria possível que movesse o coração do dono de uma estalagem ou que incitasse uma família para que fosse hospitaleira com os pais daquele bebê que viria para mudar o rumo do universo. Claro que seria possível, mas não foi esse o roteiro escolhido pelo grande chefe.
Esse bebê, quando grande, também não transformaria pedras para saciar sua fome com pães, nem daria saltos no vazio para ser acariciado por anjos. Também alertaria os desavisados de que ele não teria lugar para repousar sua cabeça. Que sua vida não seria fácil, que segui-lo tampouco implicaria em regalias e garantias. Pelo contrário, que segui-lo demandaria renúncia e levaria cada um a carregar sua própria cruz. Ele se tornou pobre por amor, para que cada um de nós se tornasse rico (2 Co 8.9), ainda que essa riqueza seja de uma natureza distinta à da nossa percepção comum. A vida nesse caminho não é fácil nem simples, mas assim é melhor, porque se trata de uma riqueza muito mais profunda e verdadeira.
3. Ele veio para que todos tivessem vida.
A visita dos magos (que não eram três nem reis) foi surpreendente. Vindos do Oriente, possivelmente eram inesperados mágicos e astrólogos de nações consideradas pagãs. Esta visita antecipou quem se beneficiaria com a chegada do Messias. Não só uma família, nem só um povo, nem mesmo qualquer outro grupo de pessoas criado artificialmente por nossas próprias regras e tradições humanas. Se uma vida especial nascia naquele pequenino, essa vida era desde o princípio ofertada a todas as pessoas, de todos os grupos, de todas as nações.
Foi o próprio evangelho de Mateus, considerado como o evangelho escrito aos judeus, que deixa bem claro no seu início (por meio dos visitantes especiais), e no seu final (com o grande mandato para fazer discípulos em todos os povos), que essa vida era e é um oferecimento a toda a humanidade. Se muitos não a abraçam, talvez a culpa seja daqueles que se pensam exclusivos detentores dessa bênção. Por isso devemos ser vasos conscientes de que o que temos foi porque recebemos. Portanto somos bons mordomos que transbordam a todos os demais algo que não chegamos a ter por merecimento e que nem é “direito” exclusivo nosso.
4. Damos porque assim revelamos onde está nosso tesouro.
Foi o Pai quem primeiro deu o seu próprio filho para que assim experimentássemos vida, abundante e eterna. O filho deu o seu tempo, as suas palavras, as suas ações, o seu corpo e o seu sangue... tudo também por amor a nós. Então faz sentido que um dos primeiros acontecimentos após o nascimento fosse também o ato de presentear, vindo daqueles senhores do Oriente que lhe trouxeram ouro, incenso e mirra.
Muito se diz, talvez até demasiado, sobre o significado de cada um dos presentes. Mas prestemos atenção por um momento somente naquele ato de dar. É verdade que Deus não precisa de nossos presentes, como se nossas mãos humanas pudessem dar a ele algo que realmente necessitasse (At 17.25). Não é assim que funciona. Na verdade, Deus não precisa de nada que lhe possamos oferecer. Então por que eles o presentearam e por que isso é registrado por Mateus (2.10-11)?
Parece que quando eles dão algo que lhes parece valioso, o que estão dizendo para o recém-nascido é que ele é o bem mais apreciado. O bebê é o tesouro, e não os bens preciosos que ele recebe. Assim é a nossa adoração a Deus, ou pelo menos assim deveria ser. Dou meu tempo, talentos e recursos, não porque Deus ou pessoas ao meu redor deles necessitem, mas porque, ao fazê-lo, eu declaro para Deus, para mim mesmo e para todos ao meu redor onde está meu verdadeiro tesouro.
Nesse Natal, onde está o seu tesouro? Ao longo do próximo ano buscarei aplicar essas pequenas lições em minha própria vida. Meus votos são que você também as torne concretas na sua.
Texto de autoria de Ricardo Wesley Morais Borges, recebido por e-mail.
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Esquadrinhe a Bíblia com Oração: Considerando a Relação entre a Oração e o Estudo da Bíblia¹
A fim de entendermos a Palavra de Deus, nos deleitarmos nela e sermos mudados do íntimo para o exterior, temos de orar: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei” (Salmos 119.18). Mas, quando oramos para que os olhos vejam, nossa mente não deve permanecer neutra. Não suponha que a indispensabilidade da oração implica a dispensabilidade de pensamentos focalizados na Palavra de Deus. Quando você ora para que veja a glória de Cristo, não permita que sua mente vagueie e flutue. Esse é um grande erro proveniente da espiritualidade oriental, e não das Escrituras.
Então, o que você deve fazer?
1. Ore e leia
Leia a Palavra! Que privilégio! E que obrigação! E que potencial para ver a glória de Deus! Considere Efésios 3.3-4: “Segundo uma revelação, me foi dado conhecer o mistério, conforme escrevi há pouco, resumidamente; pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo”. Quando ledes! Deus quis que os maiores mistérios da vida sejam revelados por meio da leitura.
Sim, Efésios 1.16-18 mostra a importância da oração (“não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que… iluminados os olhos do vosso coração”). Mas a oração não pode substituir a leitura. A oração pode transformar a leitura em percepção. No entanto, se não lermos, não teremos percepções. O Espírito Santo foi enviado para glorificar a Jesus. E a glória de Jesus é revelada na Palavra. Portanto, leia.
2. Ore e estude
2 Timóteo 2.15: “Procura (ou estuda para) apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. Deus nos deu um livro a respeito dEle mesmo, não para que o leiamos de qualquer maneira negligente que desejarmos. Paul diz: “Procura [estuda para]…” manejar “bem a palavra da verdade”. Isso significa trabalhe na Palavra, se você deseja obter o máximo dela.
O pêndulo balança para lá e para cá. Alguns dizem: “Ore e não dependa de obras de estudo humanas e naturais”. Outros dizem: “Estude porque Deus não lhe revelará o significado de um texto por meio da oração”. Mas não achamos esta dicotomia na Bíblia. Temos de estudar e manejar corretamente a Palavra de Deus; e temos de orar, pois, do contrário, não veremos na Palavra aquilo que é essencial, a glória de Deus na face de Cristo (2 Coríntios 4.4, 6).
Benjamin Warfield, um grande estudioso da Bíblia, escreveu em 1911: “Às vezes, ouvimos alguém dizer que dez minutos de joelhos lhe darão um discernimento mais profundo, mais verdadeiro e mais produtivo a respeito de Deus do que dez horas de estudo em seus livros. ‘O quê?’ — essa é a ação apropriada — ‘dez minutos de joelhos, mais do que dez horas de estudo?’” (“The Religious Life of Theological Students”, em The Princeton Theology, editado por Mark Noll, Grand Rapids: Baker Book House, 1983, p. 263).
3. Ore e esquadrinhe
Ao aproximar-nos da Bíblia, devemos fazê-lo como um avarento que está à procura de ouro ou como uma noiva que perdeu seu anel de compromisso em algum lugar de sua casa. Ela esquadrinha a casa. Essa é a maneira como buscamos a Deus na Bíblia.
Se clamares por inteligência,
e por entendimento alçares a voz,
se buscares a sabedoria como a prata
e como a tesouros escondidos a procurares,
então, entenderás o temor do SENHOR
e acharás o conhecimento de Deus.
Provérbios 2.3-5
Busque como se buscasse a prata; procure como a tesouros escondidos. Isto é esquadrinhar a Bíblia para achar tudo o que é valioso. Se há tesouros escondidos, procure-os. Deus determinou que os dará a todos os que buscarem de todo o coração (Jeremias 29.13).
4. Ore e medite
Em 2 Timóteo 2.7, Paulo mostrou a Timóteo como este deveria ler sua carta: “Pondera o que acabo de dizer, porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas”. Sim, o Senhor dá compreensão, mas não sem reflexão. Não substitua o meditar pelo orar. Medite e ore. Leia, estude, esquadrinhe e pense. Mas tudo isso será inútil sem oração.
Portanto, vimos novamente: a oração é indispensável, se queremos ver a glória de Deus na Palavra de Deus. Mas vimos, igualmente, que ler, estudar, esquadrinhar e meditar a Palavra também é necessário. Deus ordenou que a obra de abrir os nossos olhos, realizada pelo Espírito Santo, sempre seja combinada com a obra de informar a mente, realizada pela sua Palavra. O alvo de Deus é que vejamos e reflitamos a sua glória. Por isso, Ele abre nossos olhos, quando contemplamos a glória dEle em sua Palavra.
Então… leia, estude, esquadrinhe, medite — e ore! “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei” (Salmos 119.18).
John Piper
¹Texto devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper e reproduzido aqui, a partir do endereço http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/04/devocional-john-piper-esquadrinhe-a-biblia-com-oracao/.
Então, o que você deve fazer?
1. Ore e leia
Leia a Palavra! Que privilégio! E que obrigação! E que potencial para ver a glória de Deus! Considere Efésios 3.3-4: “Segundo uma revelação, me foi dado conhecer o mistério, conforme escrevi há pouco, resumidamente; pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo”. Quando ledes! Deus quis que os maiores mistérios da vida sejam revelados por meio da leitura.
Sim, Efésios 1.16-18 mostra a importância da oração (“não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que… iluminados os olhos do vosso coração”). Mas a oração não pode substituir a leitura. A oração pode transformar a leitura em percepção. No entanto, se não lermos, não teremos percepções. O Espírito Santo foi enviado para glorificar a Jesus. E a glória de Jesus é revelada na Palavra. Portanto, leia.
2. Ore e estude
2 Timóteo 2.15: “Procura (ou estuda para) apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. Deus nos deu um livro a respeito dEle mesmo, não para que o leiamos de qualquer maneira negligente que desejarmos. Paul diz: “Procura [estuda para]…” manejar “bem a palavra da verdade”. Isso significa trabalhe na Palavra, se você deseja obter o máximo dela.
O pêndulo balança para lá e para cá. Alguns dizem: “Ore e não dependa de obras de estudo humanas e naturais”. Outros dizem: “Estude porque Deus não lhe revelará o significado de um texto por meio da oração”. Mas não achamos esta dicotomia na Bíblia. Temos de estudar e manejar corretamente a Palavra de Deus; e temos de orar, pois, do contrário, não veremos na Palavra aquilo que é essencial, a glória de Deus na face de Cristo (2 Coríntios 4.4, 6).
Benjamin Warfield, um grande estudioso da Bíblia, escreveu em 1911: “Às vezes, ouvimos alguém dizer que dez minutos de joelhos lhe darão um discernimento mais profundo, mais verdadeiro e mais produtivo a respeito de Deus do que dez horas de estudo em seus livros. ‘O quê?’ — essa é a ação apropriada — ‘dez minutos de joelhos, mais do que dez horas de estudo?’” (“The Religious Life of Theological Students”, em The Princeton Theology, editado por Mark Noll, Grand Rapids: Baker Book House, 1983, p. 263).
3. Ore e esquadrinhe
Ao aproximar-nos da Bíblia, devemos fazê-lo como um avarento que está à procura de ouro ou como uma noiva que perdeu seu anel de compromisso em algum lugar de sua casa. Ela esquadrinha a casa. Essa é a maneira como buscamos a Deus na Bíblia.
Se clamares por inteligência,
e por entendimento alçares a voz,
se buscares a sabedoria como a prata
e como a tesouros escondidos a procurares,
então, entenderás o temor do SENHOR
e acharás o conhecimento de Deus.
Provérbios 2.3-5
Busque como se buscasse a prata; procure como a tesouros escondidos. Isto é esquadrinhar a Bíblia para achar tudo o que é valioso. Se há tesouros escondidos, procure-os. Deus determinou que os dará a todos os que buscarem de todo o coração (Jeremias 29.13).
4. Ore e medite
Em 2 Timóteo 2.7, Paulo mostrou a Timóteo como este deveria ler sua carta: “Pondera o que acabo de dizer, porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas”. Sim, o Senhor dá compreensão, mas não sem reflexão. Não substitua o meditar pelo orar. Medite e ore. Leia, estude, esquadrinhe e pense. Mas tudo isso será inútil sem oração.
Portanto, vimos novamente: a oração é indispensável, se queremos ver a glória de Deus na Palavra de Deus. Mas vimos, igualmente, que ler, estudar, esquadrinhar e meditar a Palavra também é necessário. Deus ordenou que a obra de abrir os nossos olhos, realizada pelo Espírito Santo, sempre seja combinada com a obra de informar a mente, realizada pela sua Palavra. O alvo de Deus é que vejamos e reflitamos a sua glória. Por isso, Ele abre nossos olhos, quando contemplamos a glória dEle em sua Palavra.
Então… leia, estude, esquadrinhe, medite — e ore! “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei” (Salmos 119.18).
John Piper
¹Texto devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper e reproduzido aqui, a partir do endereço http://voltemosaoevangelho.com/blog/2012/04/devocional-john-piper-esquadrinhe-a-biblia-com-oracao/.
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