“Depois de assim falar; acrescentou-lhe: Segue-me” Jo 21.19b
O Evangelho de Jesus Cristo Segundo João, além de não ser considerado um
evangelho sinótico, por não se assemelhar em sua simetria narrativa, possui
alguns registros de acontecimentos singulares com uma riqueza única. Uma dessas
narrativas encontra-se no capítulo vinte e um, o qual vai do verso primeiro até
o verso vigésimo segundo. [recomenda-se a leitura para melhor compreensão]
O referido capítulo fora escrito como que à parte, do restante de todo o
Evangelho, tornando-se assim um epilogo. Ousaríamos afirmar, que João, o Apóstolo,
parecia ter terminado a sua narrativa de todo o Evangelho ao final do capítulo
vinte, mas que decide colocar à parte algo muito peculiar, algo que merecia uma
atenção especial.
Se nos detivéssemos em cada acontecimento dentre estes vinte e dois
versos (ou pericope[1])
ficaríamos absortos pela complexidade de cada um deles, como por exemplo, o que
de fato Pedro entendeu por ter Jesus o inquirido três vezes sobre seu real
sentimento por Ele? Ou, por que Jesus pediu que levassem alguns dos peixes
pescados se ele já tinha peixes assando para o desjejum que Ele próprio havia
preparado? Não obstante, as riquezas que cada um destes acontecimentos
individualmente possam nos ensinar, fica claro que desde o momento que o Senhor
se dirigiu ao encontro de seus discípulos naquela praia e no alvorecer daquele
dia, havia um propósito final, o chamamento definitivo de Pedro.
Ao olharmos nesta perspectiva, de que o chamado de Pedro é o principal
propósito do Senhor naquele dia, faremos um caminho inverso e compreenderemos
de que os acontecimentos que o antecedem se tornaram condição “sine qua non” para o desfecho que
culminaria na pronuncia de uma simples frase: “Segue-me”
Seria de muita pretensão querer esgotar as possibilidades desta passagem e do que ela poderia nos ensinar sobre o chamado final de Pedro. No entanto, ao observarmos com bastante cuidado perceberemos que aqueles eventos que antecederam o “Segue-me” são na verdade outros chamados como precondições ao definitivo.
Seria de muita pretensão querer esgotar as possibilidades desta passagem e do que ela poderia nos ensinar sobre o chamado final de Pedro. No entanto, ao observarmos com bastante cuidado perceberemos que aqueles eventos que antecederam o “Segue-me” são na verdade outros chamados como precondições ao definitivo.
Muitos exegetas divergem quanto as reais motivações que levou Pedro
àquela fatídica pescaria que durou nada menos que uma noite inteira sem apanhar
um único misero peixe. Alguns cogitam que a pescaria era apenas algo pontual e
que em nada tem haver com a possível desistência ministerial de Pedro, como se
o mesmo apenas chamou seus amigos para uma pescaria, como simples prática de
hobby. Porém, outros como o saudoso Pr. Isaltino Gomes, em seu sermão “Um
Sermão aos Desanimados”, considera que Pedro ainda não convertido e
desencorajado se vê forçado a voltar a antiga profissão por não perceber
nenhuma alternativa viável. Dentre as duas possibilidades cabe um
questionamento, se Pedro estivesse firme no propósito de seguir o seu
ministério e estava apenas por esporte se divertindo com seus amigos, por que o
Senhor escolheu aquele momento para frustrar a diversão dele, permitindo que
ele e seus amigo se desgastassem por toda aquela noite apenas para mostrar que
eles não sabiam pescar? Creio que Jesus não perderia seu tempo com algo tão
frívolo, se não tivesse um propósito muito claro, o que nos leva a crer que
Pedro havia desanimado e que Jesus usara daquela situação para um chamado, o
chamado a reconhecer sua incapacidade.
Desde o principio percebemos que Pedro sempre pensava de si mais do que
convém (Rm 12.3), suas precipitações revelavam sua falta de humildade e
excessiva confiança em si mesmo. Pedro era irmão e filho de pescador e,
provavelmente, muito habilidoso. Além de sua habilidade com a pesca, já fica
aqui evidente sua capacidade de liderança, tendo em vista que conseguiu
convencer a muitos a seguir sua debandada. Porém, o Senhor permitiu que ele
tivesse uma tentativa frustrada de aplicar suas habilidades e o chamado ao
reconhecimento não veio pela revelação, mas sim pela experiência. Talvez ele
não precisasse passar por aquela amarga sensação de impotência, mas levando em
consideração o histórico do nosso precioso Pedro entendemos que o choque da
experiência é a única coisa que poderia abrir seu intelecto para compreender
uma verdade, a verdade de que para seguir a Jesus é preciso deixar de seguir a
si mesmo, pois o seu eu não era confiável, como de fato provou não ser. O
profeta Jeremias já declarou, no capítulo dezessete verso cinco e sete, que “maldito
o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e ...aparta o seu
coração do Senhor!” (lembrando, como erroneamente muitos o fazem, de que o
profeta não esta se referido a não confiança em terceiros mais sim em si mesmo)
demonstrando que a auto confiança é a demonstração da não confiança no Senhor.
A despeito do Senhor, ter constrangido a Pedro pela experiência da
frustração, o Senhor não o rechaçou, mas o chamou para uma conversa intima.
Mesmo que o desejo de Jesus fosse a disciplina, isso não implicaria em
rejeição. Pelo contrário, o chamado para seguir Jesus, não é um seguir a
distância, mas sim um seguir de muito próximo, algo que só compete a amigos, ao
contrario de servos (Jo 15:15).
Na cultura hebraica a refeição é algo sagrado que só deve ser divida com
íntimos. Por isso, o convite para uma refeição é tido por algo extremamente
relevante, tanto para o anfitrião quanto para o convidado. Neste contexto cultural
é que o Senhor convida a Pedro e seus amigos para uma refeição, com alimentos
que eles não haviam levando e nem mesmo preparado. Jesus como mestre não deu
ordens para que a refeição fosse preparada, mas ele mesmo providenciou e se
colocou como anfitrião, demonstrando que o desejo de comunhão e intimidade
partira dele. O Senhor Jesus desejava ter um momento de intimidade com eles,
talvez um momento de refrigério que aplacasse a fome, o desgaste físico e a
frustração. Cristo Jesus queria gozar de intimidade com aqueles que seriam
chamados a segui-Lo, sendo assim, Pedro antes de ser chamado a seguir a Jesus
teve um chamado a intimidade.
Uma vez que Pedro estava novamente em intimidade com Cristo, uma vez que
estava face a face com ele, quem sabe agora olhando nos seus olhos poderia ser o
momento exato para levar Pedro a racionalizar algumas coisas que ficaram mal
resolvidas. Assuntos importantes são tratados em momentos em que todos os
sentidos possam estar ativos, para que nenhum ruído na comunicação possa interferir
ou distorcer a intercomunicação. Todos sabem que quando o chefe o chama em sua
sala para uma conversa, o assunto é relevante, do contrario poderia apenas ser
discutido pelo interfone. Naquele momento algo importante estava para ser
resolvido e agora “olho no olho” era o local e o momento.
Jesus desejava que algo fosse resolvido por completo, Ele não poderia
arriscar em apenas dizer o que Pedro deveria fazer, como uma imposição vazia
onde, mesmo que com a plena concordância de Pedro, não houvesse uma
transformação profunda e definitiva. Sendo assim, Jesus joga Pedro numa espiral
de introspecção que revolveria seu interior e transformaria seu coração por
completo. Repetindo praticamente a mesma pergunta por três vezes o Senhor chama
Pedro para a introspecção. Como um pai que chama repetidas vezes o seu filho,
aumentando o seu volume de voz a cada chamada para se certificar que seu filho
o ouvirá, assim Jesus persiste na mesma pergunta para ter certeza de que Pedro
mergulharia o mais profundo em busca daquilo que era tão necessário para
segui-Lo.
Voltando ao contexto cultural, era comum entre os Judeus usarem o que se
chama da “tríplice confirmação”. Sempre que algo importante deveria ser dito
para reafirma-lo esse algo era repetido por três vezes. Não poderíamos
descartar essa possibilidade, mas algo mais intrigante esta por traz disso.
Alguns estudiosos acreditam que Jesus propositadamente usa o número de vezes
que corresponderia ao número de vezes que Pedro o negou até que o galo
cantasse. Isso é uma explicação bem razoável que justifica o que se encontra no
verso dezessete “Pedro entristeceu-se por ele ter dito, pela terceira vez...”.
Talvez soasse mais ou menos assim: “Será que você me ama mesmo? Já que teve a
coragem de me negar três vezes” No entanto, neste chamado a introspecção, está
não era a única possibilidade de interpretação. Mesmo que não haja uma
concordância por parte dos estudiosos da língua grega, no qual o Novo
Testamento foi escrito, alguns acreditam que as perguntas não eram as mesmas e
que as repostas também não. Mas como isso é possível? Na língua original não
existe um único verbo equivalente para o verbo amar no português, mas sim três,
onde cada um tem uma força de sentido diferente o que não é possível na língua
portuguesa, por isso qualquer um destes três sempre é traduzido no português
para a conjugação correspondente do verbo amar. Sendo assim, quando Jesus das
duas primeiras vezes pergunta a Pedro se ele o amava, estava usando um verbo
com uma força de expressão que corresponderia a um amor incondicional, enquanto
Pedro respondia com um verbo que trazia a força de expressão como que de um amor
fraternal ou amor de amigo. Então na terceira vez Jesus usa o mesmo verbo usado
por Pedro em suas respostas, o que para alguns soaria da seguinte forma: “Quer
dizer então Pedro que você não me ama incondicionalmente, mas me ama como se eu
fosse um amigo?”. Apesar desta possibilidade ser remota, levando em
consideração que estudiosos da gramática grega afirmam, ela reforça a concepção de que as três vezes
que o Senhor inquire a Pedro, de alguma forma, acaba colocando o “dedo na
ferida”, o que gerou a tristeza de Pedro. Tristeza tal que, como Paulo afirma,
não era apenas uma tristeza deste mundo, mas uma tristeza que provem de Deus
que produz arrependimento (2Co 7.10)
Concomitantemente ao chamado a
introspecção, Pedro recebe o chamado ao ministério. Mesmo que em algumas
traduções do português variem quanto o que deveria ser traduzido por apascentar,
alimentar ou pastorear, todos os três pedidos trazem a mesma força de expressão
que remete a ideia do chamado para cuidar do rebanho do Senhor. Apesar de não
compreendermos plenamente porque o Senhor intercalou os seus pedidos entre os
questionamentos do amor de Pedro, é certo afirmar, pelas experiências
demonstradas no decorrer da história da igreja do Senhor, que nenhum
engajamento ao ministério é possível sem o amor incondicional ao Senhor da
obra. Ao refletirmos sobre o ministério de Pedro, perceberemos que esse momento
é um ponto de mutação de uma verdadeira metamorfose. Pedro fracassou por
enumeras vezes, e poderíamos ficar por páginas e mais páginas discutindo os
detalhes de cada tentativa frustrada de servir ao Senhor. No entanto, após esse
encontro transformador, sua sabedoria e ousadia se tornaram tais que
impressionou até mesmo o Sinédrio (At 4.13), além do que, conforme a tradição
nos conta, Pedro foi tomando de um sentimento de indignidade que ao ser levado
para o martírio solicitou que fosse crucificado de cabeça para baixo, por não
ser digno de morrer na mesma posição que seu Senhor, o que nos leva a refletir sobre o último chamado que Pedro
recebe antes de ouvir: “Segue-me”, o chamado ao discipulado.
A
beleza poética que o Senhor emprega nos seus discursos pedagógicos é
surpreendente e assim como em suas parábolas o verso dezoito não é diferente. O
Senhor utiliza-se de um ditado popular da época que lembrava o fato de que os
moços não dependem de ninguém, por isso tem sua liberdade, enquanto os velhos
por dependerem dos mais jovens não possuem mais vontade própria. Juntando a
esse provérbio, Jesus fala sobre a ação de estender as mãos que era peculiar
aos prisioneiros quando eram levados à crucificação. Ou seja, Pedro deveria se
submeter a uma morte por crucificação o que, como descrito no verso dezenove,
seria a forma de glorificar a Deus.
Imediatamente antes de ordenar a
Pedro para o segui-Lo, o Senhor informa que assim como um velho ele não teria
mais vontade própria e que a maneira com que ele glorificaria a Deus seria por
uma morte horrenda na cruz. Talvez, muitos pensariam: Quem em sã consciência
aceitaria seguir alguém nestas condições? No entanto, o que o Senhor está
colocando à Pedro não é nada diferente do que ele já havia condicionado para
aquele que desejasse se tornar seu discípulo - Lc 14:26 “Se alguém vem a mim e
não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a
sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” O discípulo é aquele aprendiz
que esta disposto a se submeter ao seu mestre e, conforme a força da expressão
no original, que moldará a sua mente a do seu mestre. Pedro recebeu um chamado
ao discipulado, pois sem se sujeitar as condições do discipulado ele não
poderia se tornar um discípulo e, muito menos, seguir ao Senhor, mas se
tornando discípulo do Senhor ele poderia segui-Lo sem reservas.
Pedro é chamado por Deus, seu
chamado foi algo singular, único, e a demonstração da exclusividade de seu
chamado é demonstrado no impasse com o Senhor quanto a João, conforme verso
vinte e um e vinte e dois. Mas, a despeito de que as experiências vividas por
Pedro, que culminaram no seu chamado definitivo, serem algo exclusivo dele não
isenta a possibilidade de que muitas destas experiências se tornem as nossas
experiências, que muitos destes chamados se tornem também os nossos chamados.
Muitos que o Senhor deseja chamar, em algum momento tem se desanimado, e
desaminado a ponto de voltarem a “pescar”. Tenho contemplado muitos a beira do
caminho, sem esperança, voltarem a ocupar suas mentes e braços com as coisas deste
mundo. Talvez alguns já tenham experimentado o chamado para reconhecer a incapacidade,
no entanto, ainda relutam fracasso após fracasso. Julgam-se infortunados, mas
confiantes em suas habilidades tentam convencer a si mesmo que um dia a sorte
mudará. Outros, por sua vez, recebem um chamado a intimidade, mas, da mesma
forma teimosa, têm, deixado esta oportunidade escapar como areia por entre os
dedos.
O Senhor tem preparado um banquete no qual deseja desenvolver um
relacionamento profundo e está a sussurrar uma melodia doce dizendo: “Vinde a
mim, vos que estais cansados... (Mt 11.28). No entanto, há aqueles que rejeitam
este convite do Senhor. Parece que separar um tempo do dia para oração ou ouvir
a voz do Senhor através da Palavra ou da pregação, é algo que demanda um tempo,
tempo este que muitos não têm. No entanto, mesmo aparentando um desculpa
legitima, ela é apenas uma desculpa autoimposta como pretexto para camuflar o
medo. Sim, o medo! O medo de que na intimidade, naquele momento de uma conversa
intima precisaremos prestar contas ou sermos chamados para introspecção. Assim
como, criar uma rotina religiosa, que traz a pseudo segurança que tudo em nossa
vida esta andando bem.
O envolvimento em atividades da igreja, que não passa de puro ativismo, torna-se
uma compensação mental que sufoca aquela incomoda voz que nos chama para uma
conversa franca. Mas, não adianta fugir, os medicamentos, não irão resolver, um
dia precisaremos aceitar o chamado a introspecção. Pois, ela é apenas uma parte
do que se encontra pendente, além do chamado ao ministério.
O Senhor afirmou que edificaria a sua Igreja, e as Escrituras demonstram
que a ferramenta para isso seria ela própria, a Igreja. É notável a riqueza,
tanto de ensinos como de figuras, das cartas de Paulo ao escrever a igreja de
Roma, de Corinto e a de Éfeso, sobre a Igreja e a sua mutua edificação. Como
membros uns dos outros (Ef 4.25), somos convocados a lançar mão de nossos dons
e talentos para que a Igreja seja edificada. No entanto, na era da
administração cientifica moderna, parece que o entendimento da terceirização chegou
até a Noiva de Cristo. Enquanto que a incógnita a ser respondida deveria ser:
Em qual igreja eu deveria servir ou em qual ministério eu devo servir para
glorificar o meu Senhor? A pergunta tem sido: Em qual igreja eu posso ser
servido, qual igreja possui o louvor ou a pregação que agrada as minhas
exigências? Esta última questão, não representa uma pergunta incomoda, já que a
oferta financeira desonera a consciência de qualquer obrigatoriedade. No
entanto, a Igreja do Senhor não se limita as quatro paredes de um templo onde
um grupo de pessoas se reúne para reuniões regulares. Como o Senhor não se
limita a uma edificação, assim a sua obra e o seu Reino podem alcançar qualquer
lugar. Todos o que querem seguir ao Senhor, são chamados ao ministério. Qual
será ele? Só o sim ao chamado ao discipulado revelará.
Ao escrever sua Carta aos romanos no
capítulo dez verso nove, o Apostolo Paulo declara que quem confessasse Jesus
como Senhor e cresse que Cristo ressuscitou dos mortos, seria salvo. Está
declaração condicionante nos mostra que o reconhecimento do Senhorio de Cristo
é parte fundamental para salvação. Mas, como poderíamos confessar Jesus como
Senhor, sem termos o ônus de não sermos seus escravos? Simplesmente, não
poderíamos, ou seja, não é possivel aceitarmos o chamado de seguir a Jesus sem
nos tornarmos seus discípulos, mesmo que haja uma tentativa, por parte de algumas
instituições e muitos, ditos, seguidores de Cristo, de desvirtuarem isso.
Na década de quarenta, do século passado, um homem se levantou para denunciar
que o Cristianismo estava trocando a graça preciosa por uma graça barata, assim
negligenciando o discipulado.
“A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento do pecado, é o
batismo sem disciplina eclesiástica, é a comunhão sem confissão de pecados, é a
absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, é a
graça sem cruz, é a graça sem Jesus Cristo vivo e encarnado. [...] A graça
preciosa é o tesouro oculto no campo, pelo qual o ser humano vende feliz tudo o
que possui [...] a graça é preciosa porque chama ao discipulado [...] É
preciosa sobretudo porque foi preciosa para Deus, porque lhe custou a vida de
seu Filho – Porque fostes comprados por preço 1Co6.20”
Esse homem era nada mesmo que
Dietrich Bonhoeffer, um pastor que rompeu com a igreja institucional do Estado
Alemão, por que a mesma havia entrado numa inércia tal que mais tarde não teve
coragem de se impor ao então partido nazista. Como resultado, ao contrario de
seus compatriotas, de ter aceitado seu chamado ao discipulado foi morto num dos
campos de concentração. A exemplo daquele período na Alemanha, com poucas
exceções como de Dietrich, vivemos um período de um cristianismo frouxo, de
homens e mulheres acovardados que, como Bonhoeffer afirma, querem apenas a
graça barata, sem discipulado. Vejo “seguidores” de Cristo, como crianças
choramingando pelos cantos por não terem ganhado o presente que pediram no
Natal ou reclamando porque seu pirulito não é maior que do seu coleguinha,
enquanto perdem a oportunidade de batalharem os bons combates de Cristo e com
Cristo, pelo Reino Eterno do Senhor, como soldados varonis que aceitaram seu
chamado ao discipulado.
Compreendemos um pouco sobre as
experiências que conduziram Pedro para o momento que ouviria o seu chamado
definitivo. E você? Tem compreendido as suas experiências que o levará ao “segue-me”?
[1]
Termo do grego que significa “cortar ao redor”, trecho retirado de um texto
para análise detalhada.
Olá Povo da Batista, sou Gabriel, tenho 28 anos, sou do Rio e embora ainda não nos conheçamos, peço que compartilhem com a congregação para colaborarem em oração por mim e por minha família.. Orem também, quando lembrarem, para que eu tenha saúde e possa resistir os PRÍNCIPES DESTE MUNDO e os dias maus em Jesus.
ResponderExcluir"Revesti-vos de toda armadura de Deus..."Efésios 6:10
Abraços fraternos...
Att. Gabriel Tinoco Rocha