quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

E a família, como vai?

Josué era um grande homem de Deus. A primeira coisa que lembramos dele é de sua atitude, juntamente de Calebe, de opor-se aos outros 10 espiões enviados por Moisés por ordem de Deus para conferir como era a terra que deveriam conquistar, que instigaram o povo a não confiar no Senhor e assim conquistar a Terra Prometida. Josué e Calebe permaneceram fiéis e confiantes na palavra do Senhor de que aquela terra seria deles. No entanto, uma vez que o povo não entrou naquele momento, ele acompanhou pacientemente ao povo e a Moisés durante a peregrinação no deserto e aprendeu a liderar com ele. Em muitos momentos podemos ver Josué próximo de Moisés em algum acontecimento importante.

Bem por isso, quando chegam os dias finais de Moisés, Deus designa Josué como o novo líder do povo – aquele que iria levá-los à conquista da terra sonhada. E Josué guia o povo em grandes batalhas, conseguindo avançar por todo o território inimigo. Ainda restavam alguns locais a serem plenamente conquistados, é verdade, mas Josué havia cumprido sua missão e agora era hora de tomar uma grande decisão. Chegamos então ao capítulo final do livro de Josué – Josué 24.

O texto começa dizendo, no versículo 1: “Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém. Convocou as autoridades, os líderes, os juízes e os oficiais de Israel, e eles compareceram diante de Deus”. Josué reuniu todas as tribos e então Deus falou através dele, resumindo a história, desde Abraão até o momento em que estavam. Era fundamental lembrar os israelitas de que o fato de estarem naquele local era plano de Deus e este já vinha sendo posto em prática há muito tempo.

Então, nos versículos 14 e 15 Josué fala ao povo: "Agora temam o Senhor e sirvam-no com integridade e fidelidade. Joguem fora os deuses que os seus antepassados adoraram além do Eufrates e no Egito, e sirvam ao Senhor. Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor".

Os hebreus eram um povo idólatra, ou seja, eles se apegavam facilmente a qualquer um que fosse visto como um deus e então o adoravam, prestavam cultos a ele, enfim, tinham-no como sendo o seu deus. Um exemplo claro disso é o caso do bezerro de ouro. Enquanto Moisés estava na presença do Senhor, o povo embaixo do monte juntava todos os seus artefatos de ouro e fundiam criando um bezerro e então, cultuaram a ele como se fosse o deus que os tirara do Egito. Por muitos outros momentos o povo acabou por seguir este mesmo procedimento.

Por isso, Josué diz ao povo que abandonasse os seus ídolos e se voltassem para Deus. Em outras palavras, eles deveriam abandonar tudo aquilo que os tirasse o foco de Deus. Hoje, nós sabemos que Cristo é a revelação máxima de Deus. Ou seja, ele é o próprio Deus. Assim, podemos entender que tudo aquilo que é para nós mais importante que Cristo, que pensamos mais que Cristo ou até que agradecemos por algo feito, a não ser Cristo, está tomando o lugar que é apenas dele. E é interessante que Josué deixa bem claro. É Deus ou os outros. Não há como servir a Deus e a outro alguém. Deus exige exclusividade.

Josué sabia bem disso. Por isso ele conclui seu raciocínio declarando que ele e sua família serviriam ao Senhor. Ou seja, em outras palavras: na minha casa só entra o Senhor! Ninguém mais! Josué declarou que não pouparia esforços para que toda sua família amasse ao Senhor mais que tudo e que não quisesse saber de mais ninguém. Em sua casa só haveria lugar para Deus.

Hoje em dia não há mais os muitos deuses que havia naquele tempo. No entanto outros surgiram e tem surgido mais a cada novo dia. Não que eles existam de verdade, mas como disse o reformador Martinho Lutero: onde está o seu coração ali está o seu deus. Ou seja, tudo aquilo ou todo aquele que lhe dedicar devoção, este é seu deus. Para muitos pode ser o seu trabalho, a sua família, a pesca, a televisão, o futebol, o dinheiro, o cantor famoso, o jogador de futebol, o pastor, uma pessoa que já se foi, etc. O padre Fábio de Melo há uns dias atrás afirmou que Cristo e ninguém mais deve ser o centro da vida do ser humano, da comunidade e de toda e qualquer experiência pessoal. E nisto eu concordo plenamente com ele.

Assim como Josué, é fundamental que em nossas casas só haja espaço para Deus. Somente Cristo deve tomar o centro de nossas vidas. Mais ninguém. Vejo diversas pessoas em vários segmentos cristãos que são curadas, arranjam um emprego ou algo de muito bom acontece e agradecem e engrandecem o nome de pastores, de padres, de pessoas que já se foram, como se estas pessoas tivessem algum poder para realizar qualquer coisa. E assim, novos bezerros de ouro vão surgindo a cada dia.

Confesso que já vi inúmeros casos de pessoas idolatradas. Tanto mortos quanto vivos. Já vi um caso em especial de um líder religioso que muitas pessoas nas cidades vizinhas procuravam, pois diziam ser um grande milagreiro e que muitos haviam sido curados por ele. Ora, a sua própria fama havia alcançado várias cidades, mas era mais que óbvio que as pessoas não procuravam a Deus, mas a ele. Pois, se as pessoas quisessem que Deus agisse por meio de alguém para lhes ajudar, porque não procuravam os ministros de Cristo em sua própria cidade? Acaso o Cristo dele era mais poderoso que o Cristo dos outros?

Por isso, meu querido, eu quero lhe deixar o convite para refletir sobre esta afirmação de Josué. Escolha hoje a quem irá servir. A quem você dedica sua devoção? A quem você agradece quando algo de bom acontece? A quem você recorre quando as coisas andam mal? Quem reina sobre a sua casa? Sobre a sua vida? Sobre a sua família?

Lembre-se: onde está o seu coração ali está o seu deus. Portanto, decida hoje a quem você irá servir. Mas eu e minha família serviremos, hoje e sempre, ao Senhor Deus; ao Cristo vivo que morreu em uma cruz para me salvar, mas que ressuscitou e hoje prepara uma morada para mim no Céu. Qual será a sua decisão?

Deus o abençoe!

Por: Pr. Cléber Ribas

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Matrix e a verdadeira vida

— Cristo salva de quê? Não estou morrendo afogado! — disse o colega, ao ver o plástico colado no vidro da minha Brasília.

Na hora, dei uma resposta padrão, evangelística. No entanto, senti que eu mesmo não conseguia verbalizar convincentemente um “Cristo salva” para gente como aquele colega. O que poderia ser dito ao jovem saudável, de família abastada e vida profissional promissora que o fizesse ver a necessidade de salvação? Dizer-lhe que nasceu em pecado; que o salário do pecado é a morte, mas que em Cristo pode ter vida abundante, se o receber em arrependimento e fé, como Senhor e Salvador de sua vida? Sim, certamente. Mas não sentiria estar comunicando adequadamente o evangelho. Precisava de uma parábola.

Quem poderia supor que ela adviria da trilogia Matrix? Pois veio. Assisti aos três filmes, aficionado que sou por tecnologia de ponta, ficção científica e efeitos especiais. Mas fiz uma leitura teológica, que gostaria de compartilhar.

Não sei se intencionalmente, Matrix versa sobre trevas e luz; perdição e resgate; escravidão e redenção.

Ao reagir à invasão alienígena de seres tanto mecânicos quanto orgânicos e espirituais, os humanos do futuro pensaram que poderiam cortar-lhes a fonte de energia, cobrindo o sol do planeta com uma nuvem atômica de proporções apocalípticas. Mas os invasores descobriram uma nova fonte de energia: os próprios seres humanos, agora cultivados em imensas plantações. Cada pessoa que nasce é colocada num casulo gosmento, e ligado a tubos que lhe fornecerão alimento e lhes extrairão calor do corpo. E os humanos passam suas vidas, de nenê a adulto, como baterias humanas, a energizar essa rede formidável.

O detalhe é o tubo que entra na cabeça de cada um, pela nuca. Por esse, hã, terminal, o sistema fornece a cada vítima um sonho, uma “vida”. O computador que tudo gerencia, chamado Matrix, lhe “fornece” estudos, trabalho, família, vida profissional e tudo o mais, instilado, como um filme, diretamente no cérebro. E as pessoas não têm consciência da realidade real: de que estão vegetando no casulo gosmento, em posição fetal. Quando morrem, ou perdem a “energia”, com a idade, são transformados em compostos alimentícios para os novos. Reciclagem. A cena da grande “plantação”, com sua malha de tubos e adutores é tétrica.

A história começa com um resgate. O líder de um pequeno grupo de pessoas “desplugadas”, que vive na realidade real, lutando contra os invasores, passara a vida à procura daquele que teria o dom de “ver” a Matrix, com seus mecanismos, programas e fraquezas. Teria, portanto, o poder de conduzi-los à vitória. Resgata, então, da Matrix um rapaz que, mesmo vivendo a vida fictícia fornecida pelo sistema, em seus sonhos tem visões da “realidade real” e desconfia da “realidade artificial” em que está. “Deve haver algo mais”, pensa ele. E, mesmo na vida alienada, torna-se um hábil hacker de computador, a invadir o sistema, roubar e vender informações sigilosas — informações sobre a verdadeira realidade, concluo eu — e a fugir da policia dos invasores.

Interessante: a tal ponto essa “vida” criada pela Matrix é “real” e satisfatória que muitos, ao serem “desplugados”, pedem para retornar. Não suportam a realidade real. Nesta, eles são renegados, vivendo nos escombros da civilização pós-cataclisma nuclear; naquela, eles eram ordeiros cidadãos, vivendo uma vida normal, organizada e prazeirosa.

E então, eu me dou conta da “parábola”; de que somos “escolhidos”; “desplugados” por Cristo de um sistema diabólico, onde já nascemos “mortos” (Ef 2:1) em uma “realidade falsa”. Imediatamente ouço novamente meu colega dizer: — Cristo salva de quê?

Pobre Moisés! Imagino-o tendo que suportar de seus irmãos, no Egito:

— Libertação de quê?

E a resposta “pouco convincente”:

— Desta vida falsa, desta vida de escravidão.

— E para aonde vamos, Moisés?

— No momento, para o deserto.


Texto de Rubem Amorese, reproduzido de http://www.amorese.com.br/hp/Blog/Entradas/2010/6/16_Matrix_e_a_verdadeira_vida.html

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Ajuda à Igreja Batista Boas Novas de Novo Hamburgo

Olá querido. Semana passada não deu pra atualizar o blog e essa semana estive esperando os vídeos da assembléia da convenção brasileira mas ainda não estão disponíveis. Mas creio que Deus direcionou para que fosse possível disponibilizar neste espaço o ocorrido com os irmãos de Novo Hamburgo e pedir àqueles que não estavam nos cultos na semana que orem pelos irmãos de lá. Se Deus assim direcionar, você pode também ajudar financeiramente com os irmãos.

O site da notícia:

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2014/01/temporal-desta-sexta-feira-derrubou-uma-igreja-em-novo-hamburgo-4406673.html

E o site para acompanhar a reconstrução e ajudar financeiramente:

http://reconstrucaodeboasnovas.com/blog/

Façamos a nossa parte conforme a direção de Deus. E que Ele o abençoe.
Bom fim de semana.

Por: Pr Cléber

UM CHAMADO A SEGUIR JESUS

“Depois de assim falar; acrescentou-lhe: Segue-me” Jo 21.19b O Evangelho de Jesus Cristo Segundo João, além de não ser considerado um e...