O tema da Convenção Batista Brasileira para 2014 – Família, o ideal de Deus para o ser humano – é uma das grandes prioridades de Missões Mundiais. Investir na família missionária, desde o treinamento até o retorno do campo, é investir na expansão do evangelho, cuidando para que famílias cristãs bem estruturadas sejam capazes de anunciar o reino de Deus até os confins da Terra.
Há 29 anos o Pr. Guy Key, missionário da International Mission Board no Brasil, participa das Assembleias da CBB, e ele diz que os preletores em João Pessoa este ano falaram ainda mais ao seu coração.
Atento às mensagens, ele reforçou ainda mais seu pensamento de que para sermos mais eficazes na obra missionária, precisamos ter famílias ajustadas. E que ele e sua esposa, Helena, têm um grande carinho pelas famílias missionárias da JMM, contribuindo com o que podem para elas. Como pastor, missionário, marido, pai, considera a família como primeiro ministério.
“Muitas pessoas querem barganhar com Deus, prometem fazer a sua obra se Ele cuidar de sua família. Não se barganha com Deus. Temos que entender que nossos primeiros compromissos devem ser com a família”, diz Guy.
Seguindo este pensamento, a JMM oferece todos os cuidados necessários às famílias missionárias. O gerente de Missões da JMM, Pr. Alexandre Peixoto, lembra que não é possível fazer missões sem a família missionária. Já no início do processo de seleção de missionários, são identificadas famílias sadias, bem estruturadas. Durante o treinamento, os casais e seus filhos recebem orientações específicas.
“O primeiro conselho que damos ao casal é que sua família é o primeiro campo missionário com o qual eles devem se preocupar. Desde o início do processo nós monitoramos a aculturação dos missionários e seus filhos”, diz o Pr. Alexandre.
Missões Mundiais se preocupa até com detalhes aparentemente simples, mas que fazem muita diferença quando se está longe de amigos, familiares, em outra cultura. Além de cuidar para que os filhos de missionários frequentem uma escola de qualidade, a JMM também se esforça para que essas crianças tenham em sua casa no campo missionário um quarto semelhante ao que tinham no Brasil.
“Hoje a JMM investe na atenção às famílias missionárias retirando-as a cada dois anos para um retiro espiritual. Também temos um programa específico para as crianças”, revela o Pr. Alexandre.
A importância do cuidado com a família é mencionada pelo Pr. Guy com um exemplo do missionário inglês William Carey, o chamado “pai das missões modernas”. Em 2013, Guy visitou a Índia em companhia do diretor executivo de Missões Mundiais, Pr. João Marcos B. Soares.
Foi na igreja onde Carey foi pastor, em Calcutá, que eles souberam de um fato curioso. O atual pastor daquela igreja lhes contou que, em 2012, sobre a família Carey. Ele ficou surpreso quando uma senhora de cerca de 50 anos, vinda da Austrália, parente do saudoso missionário, se declarou budista.
Para os pastores, foi uma grande tristeza saber que o legado do famoso missionário se perdeu após algumas gerações. Eles consideram que, em algum momento da história dos Carey, faltou o cuidado com a família.
“Eu quero que a minha família multiplique e dê frutos para o reino de Deus”, encerra Guy.
Retirado de: http://www.jmm.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5445&Itemid=275
quarta-feira, 26 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
quinta-feira, 20 de março de 2014
Encontrão de mulheres e vídeo da campanha de missões
Olá pessoal... Postagem dupla hoje pra vocês.
Primeiramente um aviso às mulheres:
ENCONTRÃO DA MCA – ASSOCIAÇÃO SUDOESTE
Data: 12 de abril
Horário: 9h às 16h
Tema: A família cristã nos dias atuais
Preletor: Pr. Luciano Batista de Souza
Local: PIB Dois Vizinhos (Rua Prudente de Moraes, 771)
Obs.: o almoço será nas proximidades da igreja, com preço especial.
Primeiramente um aviso às mulheres:
ENCONTRÃO DA MCA – ASSOCIAÇÃO SUDOESTE
Data: 12 de abril
Horário: 9h às 16h
Tema: A família cristã nos dias atuais
Preletor: Pr. Luciano Batista de Souza
Local: PIB Dois Vizinhos (Rua Prudente de Moraes, 771)
Obs.: o almoço será nas proximidades da igreja, com preço especial.
E o vídeo da campanha de missões mundiais deste ano:
sábado, 8 de março de 2014
Mês de missões mundiais
Olá meu querido! A partir desta semana, a Igreja Batista Central estará respirando missões mundiais. Todas as mensagens dos cultos serão sobre o assunto e aqui no blog não será diferente. Vamos entrar em campo com tudo para que mais pessoas possam ser mais que vencedoras!
Portanto, fique atento nas próximas semanas, pois irei postar aqui explicações sobre missões, histórias, textos e mais. Que Deus o abençoe e bom fim de semana!
Pr Cléber Ribas
sábado, 1 de março de 2014
Pensamos o suficiente quando lemos a Bíblia?
“Todos nós temos uma tendência a pensar que o mundo deve estar de acordo com os nossos preconceitos. A visão oposta envolve algum esforço de pensamento, e a maioria das pessoas iria morrer antes de pensar - na verdade, é o que fazem.”1 A frase é do matemático e filósofo ateu Bertrand Russell (1872-1970). É cutucão oportuno para que cristãos e não cristãos se perguntem se pensam – o suficiente, talvez – quando leem a Bíblia.
Arthur L. Schawlow, prêmio Nobel de Física de 1981, considerou que “somos afortunados em termos a Bíblia, e especialmente o Novo Testamento que nos fala sobre Deus em termos humanos muito acessíveis, embora também nos deixe algumas coisas difíceis de entender.”2 Schawlow via na Bíblia valiosa fonte de conhecimento, da qual não se usufrui sem significativo envolvimento da mente, visto que ela também nos deixa “algumas coisas difíceis de entender.”
Obviamente há os que preferem não ler a Bíblia; desses, muitos se julgam capazes, mesmo assim, de opinar sobre o cristianismo. No meio acadêmico a situação é particularmente curiosa. O Prof. John Suppe, da Universidade de Princeton, membro da Academia Nacional de Ciências dos EUA, parafraseou o que lhe caiu como raio em certa ocasião na capela universitária de Princeton, ainda antes de se tornar cristão convicto: “Vocês [professores e estudantes] conhecem muito bem o seu negócio acadêmico. Mas seu conhecimento do cristianismo é de jardim da infância.”3 Pois para conhecer a proposta cristã é preciso ler e entender – ao menos até certo ponto – o relato bíblico.
Quando lemos a Bíblia, a reflexão cuidadosa – como acontece também em ciência – precisa proceder em estrita conformidade com a natureza objetiva do que está sendo lido e estudado. Assim, por exemplo, é preciso dar aos evangelhos (a parte da Bíblia que trata da história de Jesus) a oportunidade de comunicar sua mensagem; e Jesus precisa ser entendido de acordo com seu próprio discurso. Por isso não “vale” ler passagens bíblicas desconsiderando o contexto, inclusive as intenções nele expressas, ou ainda munido de preconceitos ou premissas especulativas. O evangelho de Lucas, por exemplo, precisa ser lido como um texto escrito pelo motivo exposto logo no seu início. Ali, Lucas informa a Teófilo, seu primeiro leitor, que lhe “pareceu conveniente, após acurada investigação de tudo desde o princípio, escrever de modo ordenado... para que verifiques a solidez dos ensinamentos que recebeste.” (Lucas 1.1-4) Semelhantemente, o
evangelho de João precisa ser lido considerando que foi escrito “para que vocês creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, crendo, tenham vida por meio dele” (João 20.31). Da mesma forma, é imprescindível lembrar que o Novo Testamento é portador de informação de “testemunhas oculares” (2 Pedro 1.16). E assim por diante.
Com relação ao discurso de Jesus, principal veículo da mensagem do Cristianismo, percebe-se que ele:
- É desafiador: “Eu lhes mostrarei a que se compara aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica. É como um homem que ao construir uma casa, cavou fundo e colocou os alicerces na rocha. Quando veio a inundação, a torrente deu contra aquela casa, mas não a conseguiu abalar, porque estava bem construída. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as pratica, é como um homem que construiu uma casa sobre o chão, sem alicerces. No momento em que a torrente deu contra aquela casa, ela caiu, e a sua destruição foi completa” (Lucas 6.47-49).
- É relacional: “Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor... O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei” (João 15.9 e 12).
- Não é endereçado aos autossuficientes: “Respondeu-lhes Jesus: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos; eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento” (Lucas 5.31-32).
- É voltado à satisfação e segurança do homem: “O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” (João 10.10). Disso pode resultar em nós a “confiança em que Deus me será fiel em qualquer situação da vida, e em que Ele é o garantidor e o fundamento da minha vida, de forma que minha vida não mais poderá perder seu sentido.” Esse foi o testemunho do Prof. Helmut Thielicke (1908-1986), ex-reitor da Universidade de Hamburgo.
O chamado de Jesus na passagem de Lucas 5 mencionada anteriormente, e suas consequências são explicadas com maior detalhe por Paulo de Tarso:
- “... deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês.” (Romanos 12.2)
- “É preciso que o coração e a mente de vocês sejam completamente renovados.” (Efésios 4.23)
É por isso que a leitura da Bíblia nos leva a “ler” nossa mente de forma crítica, e a reconheceremos nela não o instrumento soberano ao qual tudo se deve submeter, mas o grande instrumento que precisa da “completa renovação” operada por Deus, o soberano. A Bíblia e a mente: precisamos de uma para ler a outra.
Notas
1. Bertrand Russell – The ABC of Relativity, 1a edição, 1925.
2. Em H. Margenau e R.A. Varghese (editores) – Cosmos, bios, theos, Open Court, Chicago, 1992. ISBN 0812691865.
3. John Suppe – “Odinary memoir,” em P. M. Anderson (editor), Professors Who Believe, InterVarsity Press, 1998.
Karl Heinz Kienitz
Mora em São José dos Campos (SP), onde trabalha como professor de Engenharia. Escreve sobre Fé e Ciência em seu blog pessoal.
Retirado de: http://www.ultimato.com.br/conteudo/pensamos-o-suficiente-quando-lemos-a-biblia?__akacao=1795337&__akcnt=ea590894&__akvkey=a6ee&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter+%DAltimas+187+-+04%2F02%2F2014
Arthur L. Schawlow, prêmio Nobel de Física de 1981, considerou que “somos afortunados em termos a Bíblia, e especialmente o Novo Testamento que nos fala sobre Deus em termos humanos muito acessíveis, embora também nos deixe algumas coisas difíceis de entender.”2 Schawlow via na Bíblia valiosa fonte de conhecimento, da qual não se usufrui sem significativo envolvimento da mente, visto que ela também nos deixa “algumas coisas difíceis de entender.”
Obviamente há os que preferem não ler a Bíblia; desses, muitos se julgam capazes, mesmo assim, de opinar sobre o cristianismo. No meio acadêmico a situação é particularmente curiosa. O Prof. John Suppe, da Universidade de Princeton, membro da Academia Nacional de Ciências dos EUA, parafraseou o que lhe caiu como raio em certa ocasião na capela universitária de Princeton, ainda antes de se tornar cristão convicto: “Vocês [professores e estudantes] conhecem muito bem o seu negócio acadêmico. Mas seu conhecimento do cristianismo é de jardim da infância.”3 Pois para conhecer a proposta cristã é preciso ler e entender – ao menos até certo ponto – o relato bíblico.
Quando lemos a Bíblia, a reflexão cuidadosa – como acontece também em ciência – precisa proceder em estrita conformidade com a natureza objetiva do que está sendo lido e estudado. Assim, por exemplo, é preciso dar aos evangelhos (a parte da Bíblia que trata da história de Jesus) a oportunidade de comunicar sua mensagem; e Jesus precisa ser entendido de acordo com seu próprio discurso. Por isso não “vale” ler passagens bíblicas desconsiderando o contexto, inclusive as intenções nele expressas, ou ainda munido de preconceitos ou premissas especulativas. O evangelho de Lucas, por exemplo, precisa ser lido como um texto escrito pelo motivo exposto logo no seu início. Ali, Lucas informa a Teófilo, seu primeiro leitor, que lhe “pareceu conveniente, após acurada investigação de tudo desde o princípio, escrever de modo ordenado... para que verifiques a solidez dos ensinamentos que recebeste.” (Lucas 1.1-4) Semelhantemente, o
evangelho de João precisa ser lido considerando que foi escrito “para que vocês creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, crendo, tenham vida por meio dele” (João 20.31). Da mesma forma, é imprescindível lembrar que o Novo Testamento é portador de informação de “testemunhas oculares” (2 Pedro 1.16). E assim por diante.
Com relação ao discurso de Jesus, principal veículo da mensagem do Cristianismo, percebe-se que ele:
- É desafiador: “Eu lhes mostrarei a que se compara aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica. É como um homem que ao construir uma casa, cavou fundo e colocou os alicerces na rocha. Quando veio a inundação, a torrente deu contra aquela casa, mas não a conseguiu abalar, porque estava bem construída. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as pratica, é como um homem que construiu uma casa sobre o chão, sem alicerces. No momento em que a torrente deu contra aquela casa, ela caiu, e a sua destruição foi completa” (Lucas 6.47-49).
- É relacional: “Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor... O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros como eu os amei” (João 15.9 e 12).
- Não é endereçado aos autossuficientes: “Respondeu-lhes Jesus: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos; eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento” (Lucas 5.31-32).
- É voltado à satisfação e segurança do homem: “O ladrão vem apenas para furtar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente.” (João 10.10). Disso pode resultar em nós a “confiança em que Deus me será fiel em qualquer situação da vida, e em que Ele é o garantidor e o fundamento da minha vida, de forma que minha vida não mais poderá perder seu sentido.” Esse foi o testemunho do Prof. Helmut Thielicke (1908-1986), ex-reitor da Universidade de Hamburgo.
O chamado de Jesus na passagem de Lucas 5 mencionada anteriormente, e suas consequências são explicadas com maior detalhe por Paulo de Tarso:
- “... deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês.” (Romanos 12.2)
- “É preciso que o coração e a mente de vocês sejam completamente renovados.” (Efésios 4.23)
É por isso que a leitura da Bíblia nos leva a “ler” nossa mente de forma crítica, e a reconheceremos nela não o instrumento soberano ao qual tudo se deve submeter, mas o grande instrumento que precisa da “completa renovação” operada por Deus, o soberano. A Bíblia e a mente: precisamos de uma para ler a outra.
Notas
1. Bertrand Russell – The ABC of Relativity, 1a edição, 1925.
2. Em H. Margenau e R.A. Varghese (editores) – Cosmos, bios, theos, Open Court, Chicago, 1992. ISBN 0812691865.
3. John Suppe – “Odinary memoir,” em P. M. Anderson (editor), Professors Who Believe, InterVarsity Press, 1998.
Karl Heinz Kienitz
Mora em São José dos Campos (SP), onde trabalha como professor de Engenharia. Escreve sobre Fé e Ciência em seu blog pessoal.
Retirado de: http://www.ultimato.com.br/conteudo/pensamos-o-suficiente-quando-lemos-a-biblia?__akacao=1795337&__akcnt=ea590894&__akvkey=a6ee&utm_source=akna&utm_medium=email&utm_campaign=Newsletter+%DAltimas+187+-+04%2F02%2F2014
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