Você já estudou sobre genética? Eu estudei muito pouco, em meu tempo de escola. Mas lembro que este assunto me chamou bastante atenção. É por causa do fator genético que um homem e uma mulher coreanos, descendentes de coreanos, jamais terão pelas formas naturais um filho de olhos azuis e cabelos loiros, ou, um casal de alemães, descendentes de alemães gerarem uma criança com traços orientais. Por causa da herança genética temos as características físicas de nossos descendentes.
O pecado é semelhante a uma herança genética, embora não exista fisicamente um gene que transmita o pecado de pai para filho. No entanto, podemos entender o pecado como semelhante a um fator genético. Você já se perguntou por que há tanta maldade no mundo? Porque pessoas que vivem em comunidades isoladas do restante da sociedade tendem a cometer maldades semelhantes às que estamos acostumados a ver nos noticiários todos os dias? Isto acontece pela genética da morte, ou seja, o pecado que cada ser humano carrega sobre si.
Todos somos pecadores porque carregamos esta herança conosco. R. C. Sproul resume esta condição ao afirmar que pecamos porque somos pecadores, isto é, não somos pecadores porque pecamos. A esta herança chamamos de natureza pecaminosa. Todos temos a natureza pecaminosa. Leiamos Romanos 5.12-21:
Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram; pois antes de ser dada a lei, o pecado já estava no mundo. Mas o pecado não é levado em conta quando não existe lei. Todavia, a morte reinou desde o tempo de Adão até o de Moisés, mesmo sobre aqueles que não cometeram pecado semelhante à transgressão de Adão, o qual era um tipo daquele que haveria de vir. Entretanto, não há comparação entre a dádiva e a transgressão. Pois se muitos morreram por causa da transgressão de um só, muito mais a graça de Deus, isto é, a dádiva pela graça de um só homem, Jesus Cristo, transbordou para muitos! Não se pode comparar a dádiva de Deus com a conseqüência do pecado de um só homem: por um pecado veio o julgamento que trouxe condenação, mas a dádiva decorreu de muitas transgressões e trouxe justificação. Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo. Conseqüentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens. Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos. A lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça, a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
O pecado entrou no mundo por meio de Adão. E todas as pessoas são descendência dele. Portanto, não há ninguém que seja inculpável. Todos nós, independente de condição social, física, etc. todos somos pecadores. Possuímos uma natureza pecaminosa. Por isso, era necessário que aquele que viesse a redimir a humanidade não tivesse esta natureza pecaminosa. E foi o que aconteceu. Talvez você já tenha se perguntado o porque de Jesus ter concebido de uma forma milagrosa, como ocorreu. Mateus e Lucas relatam como foi esta concepção, e em especial em Mateus 1.20, há a afirmação do anjo, em sonho a José: “o que nela foi gerado procede do Espírito Santo”.
Jesus, enquanto homem, procede do Espírito Santo. Ele não tinha nem sequer 1% de José ou de Maria. Se tivesse, ele teria herdado a natureza pecaminosa deles. Mas não foi o que aconteceu. Jesus não pecou, pois não era pecador como nós. Ele foi tentado, mas não cedeu à tentação. Por isso ele morreu inculpável e plenamente justo.
Mas talvez você esteja se perguntando: como então é possível se livrar desta herança terrível? Será que é preciso nascer de novo para poder se ver livre da natureza pecaminosa? A resposta é: Exatamente! Mas então isso quer dizer que é possível morrer e voltar em outro corpo sem pecado, por exemplo? Com certeza não! Em primeiro lugar, pelos motivos lógicos, uma vez que ainda que morrêssemos e nascêssemos de novo ainda assim nasceríamos com a natureza pecaminosa. Além disso, e mais importante que o primeiro argumento, a Bíblia diz em Hebreus 9.27 que “o homem está destinado a morrer uma só vez”! E aí talvez você esteja bastante confuso, se perguntando como é possível então nascer de novo sem ter morrido? Por acaso poderia eu voltar ao ventre de minha mãe? Pois este foi o questionamento de um homem chamado Nicodemus. Vejamos em João 3.1-8:
Havia um fariseu chamado Nicodemos, uma autoridade entre os judeus. Ele veio a Jesus, à noite, e disse: "Mestre, sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais miraculosos que estás fazendo, se Deus não estiver com ele". Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". Perguntou Nicodemos: "Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer! " Respondeu Jesus: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito. Não se surpreenda pelo fato de eu ter dito: É necessário que vocês nasçam de novo. O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito".
Aqui está a resposta para a libertação desta genética da morte: quem é nascido da carne é carne, mas quem é nascido do Espírito é espírito. Se o homem não nascer espiritualmente ele jamais se verá livre do pecado e por isso permanecerá em um estado de condenação eterna – de morte eterna. Mas isto é impossível para qualquer pessoa, você deve estar pensando. E foi exatamente o mesmo que os discípulos falaram para Jesus quando ele disse que seria impossível a um rico entrar no Reino dos Céus. Isto porque, como o Senhor Jesus mesmo diz, “para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis”.
Deus pode fazer com que você nasça de novo, se isto ainda não ocorreu em sua vida. E como saber se ocorreu? 2 Coríntios 5.17 diz que “se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas”. Ou seja, há transformação na vida daquele que foi liberto do poder do pecado. E Romanos 6.22 nos diz que “agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna”. Se você nota que tem servido ao pecado; que você é escravo do pecado, ou seja, não consegue abandonar o pecado e reconhece que sozinho é impossível para você abandoná-lo, hoje pode ser o dia do seu nascimento.
Se você se vê diante da realidade de que tem servido ao pecado, que devido ao pecado original você está afastado de Deus e precisa nascer de novo, confesse a Deus a sua pecaminosidade. Confesse seus pecados diante de Deus e peça perdão a Ele. Coloque-se diante de Deus e entregue a sua vida a Ele. Diga a Ele que você deseja viver para Ele, ser transformado por Ele, ser regenerado por Ele. E passe a viver a sua nova vida – a vida espiritual. Deus pode lhe livrar da genética da morte, o pecado que leva à morte eterna, e fazê-lo viver; viver para Ele. Creia nisto e você viverá!
Deus o abençoe!
Por: Pr Cléber Ribas
terça-feira, 27 de agosto de 2013
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Se Deus quiser... Mas, e se não quiser?
Se Deus quiser, já é uma expressão bastante corriqueira. Usamos ela para dizer que esperamos que algo aconteça e que Deus faça com que aconteça. Por exemplo: “se Deus quiser amanhã eu vou viajar”. É quase como: “Que Deus faça com que amanhã eu possa viajar”.
A expressão “se Deus quiser” é bíblica. Tiago fala que não devemos fazer planos e ter a certeza que irão acontecer, mas que “se Deus quiser” eles acontecerão. Só que é importante afirmar que este “se Deus quiser” da Bíblia não é como o que falamos habitualmente. Não é como uma permissão de Deus, mas como uma afirmação de Deus diante das situações: “vai acontecer” ou “não vai acontecer”. Assim, quando temos uma visão bíblica sobre o futuro podemos chegar à conclusão de que as coisas acontecem segundo o querer de Deus e não o nosso.
Então, quando estamos passando por alguma dificuldade financeira, crise familiar, problema de saúde, ao afirmarmos “se Deus quiser”, esta afirmação não deve ser como uma palavra de ordem para Deus ou algo parecido, mas como um conforto. Se Ele quiser e somente se Ele quiser virá o livramento, a resolução para os problemas, a cura, etc. Lembro de alguém que sempre falava: se Deus quiser – e ele quer! Será? Nem sempre. E como devemos agir diante da possibilidade de Ele não querer?
Vejamos o caso de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego:
Nesse momento alguns astrólogos se aproximaram e denunciaram os judeus, dizendo ao rei Nabucodonosor: "Ó rei, vive para sempre! Tu emitiste um decreto, ó rei, ordenando que todo o que ouvisse o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música se prostrasse em terra e adorasse a imagem de ouro, e que todo o que não se prostrasse em terra e não a adorasse seria atirado numa fornalha em chamas. Mas há alguns judeus que nomeaste para administrar a província da Babilônia, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que não te dão ouvidos, ó rei. Não prestam culto aos teus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandaste erguer". Furioso, Nabucodonosor mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E assim que eles foram conduzidos à presença do rei, Nabucodonosor lhes disse: "É verdade, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vocês não prestam culto aos meus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandei erguer? Agora, porém, quando vocês ouvirem o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música, se vocês se dispuserem a prostrar-se em terra e a adorar a imagem que eu fiz, será melhor para vocês. Mas, se não a adorarem, serão imediatamente atirados numa fornalha em chamas. E que deus poderá livrá-los das minhas mãos? " Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam ao rei: "Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer". Nabucodonosor ficou tão furioso com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que o seu semblante mudou. Deu ordens para que a fornalha fosse aquecida sete vezes mais do que de costume e ordenou que alguns dos soldados mais fortes do seu exército amarrassem Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os atirassem na fornalha em chamas. (Daniel 3.8-20)
Estes três amigos eram judeus que moravam na Babilônia, onde eram administradores subordinados ao rei Nabucodonosor, o imperador da Babilônia. Eles eram extremamente fieis a Deus e, por conseguinte, jamais se prostrariam diante de outros deuses como desejava o rei.
Acontece que o rei havia feito uma imagem de ouro de 27 metros de altura e ordenado que ao ouvir o som de trombeta e outros instrumentos, todos deveriam se prostrar, ou seja, se ajoelhar em adoração à imagem. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego logicamente não o fizeram, pois eram fieis ao Senhor.
Assim, quando estavam diante do rei, eles lhe responderam que não se prostrariam diante da imagem. Eles sabiam que o rei não estava de brincadeira e ele não deixaria de lhes jogar na fornalha. Mas, eles criam em um livramento da parte de Deus. Em outras palavras eles disseram: se Deus quiser nos livrará! Eles criam que Deus os livraria. Estavam preparados para passarem pela provação. Mas, eles também estava preparados para o sofrimento; para a morte.
As palavras deles continuam, como que estivessem dizendo: Mas, se Deus não quiser, ele continua sendo nosso Deus! Eles estavam preparados para um possível não livramento de Deus. Eles sabiam que o fato de Deus não os livrar da fornalha não faria dele menos Deus ou menos digno de ser adorado. Não! Deus continua sendo Deus mesmo quando estamos sofrendo. Deus não muda – Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Mas eles estavam ainda mais firmes na fé que professavam.
Talvez você esteja se sentindo diante de uma fornalha ardente e esteja buscando um livramento de Deus, mas eu quero lhe dizer que é bom estar preparado para Deus não livrá-lo. Deus não é obrigado a lhe livrar do que você porventura esteja passando. Ele não deixará de ser Deus se não intervir. Ele não muda! Mas você pode mudar. Você pode crer na intervenção divina e também estar firme Nele em caso de ela não acontecer.
Você está pronto a dizer: Se Deus quiser Ele me fará passar por esta situação, mas se não quiser eu continuo amando a Ele do mesmo do mesmo jeito? Você está pronto a ser lançado na fornalha e talvez não ser livrado dela? Esta fé que independe das situações é a fé que levou cristãos dos primeiros séculos a enfrentarem a morte em arenas com leões e outros animais. Que fez com que alguns destes fossem crucificados ou mortos das formas mais terríveis. É esta fé que faz com que os cristãos que enfrentam perigos de morte nos conflitos terríveis no Egito continuem cultuando a Deus. Fé independente das circunstâncias.
O autor de Hebreus fala sobre essa fé, naquele que texto que por muitos é chamado de “a galeria dos heróis da fé”, em Hebreus 11. Homens e mulheres que foram torturados, açoitados, acorrentados, apedrejados, serrados ao meio, mortos ao fio da espada e de quem “o mundo não era digno”. Homens e mulheres de fé. Que cresceram na fé. Uma fé inabalável.
Você tem passado por uma situação de luta, dor, incerteza, sofrimento? Creio que Deus pode lhe livrar desta situação. Se Deus quiser você sairá vencedor. Mas creia também que Ele pode não livrar – Se Deus não quiser, não há quem faça acontecer. Mas, independente de você obter a vitória sobre sua luta, sua dificuldade, seu sofrimento, Deus continua sendo Deus. Ele continua sendo digno de toda adoração e todo louvor. Deus não muda pela sua situação, mas a sua situação pode mudá-lo em relação a Ele.
O Deus que pode agir no impossível é o mesmo que pode não agir no possível. Ele é Deus. Ele é o Senhor. Ele é quem quer ou deixa de querer. Nós somos pó. E quando percebemos o quão pequenos somos diante desse tão grande e maravilhoso Deus é que conseguimos descansar Nele e nos voltarmos para Ele.
Qual é a sua fornalha? Qual a situação que você está enfrentando? Quais os perigos que você tem diante de si? Enfrente-os como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego enfrentaram – Se Deus quiser ele o livrará, mas se não quiser não adoraremos outros deuses. Independente da circunstância, ninguém ocupará o lugar que é de Deus em minha vida. Ninguém!
A expressão “se Deus quiser” é bíblica. Tiago fala que não devemos fazer planos e ter a certeza que irão acontecer, mas que “se Deus quiser” eles acontecerão. Só que é importante afirmar que este “se Deus quiser” da Bíblia não é como o que falamos habitualmente. Não é como uma permissão de Deus, mas como uma afirmação de Deus diante das situações: “vai acontecer” ou “não vai acontecer”. Assim, quando temos uma visão bíblica sobre o futuro podemos chegar à conclusão de que as coisas acontecem segundo o querer de Deus e não o nosso.
Então, quando estamos passando por alguma dificuldade financeira, crise familiar, problema de saúde, ao afirmarmos “se Deus quiser”, esta afirmação não deve ser como uma palavra de ordem para Deus ou algo parecido, mas como um conforto. Se Ele quiser e somente se Ele quiser virá o livramento, a resolução para os problemas, a cura, etc. Lembro de alguém que sempre falava: se Deus quiser – e ele quer! Será? Nem sempre. E como devemos agir diante da possibilidade de Ele não querer?
Vejamos o caso de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego:
Nesse momento alguns astrólogos se aproximaram e denunciaram os judeus, dizendo ao rei Nabucodonosor: "Ó rei, vive para sempre! Tu emitiste um decreto, ó rei, ordenando que todo o que ouvisse o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música se prostrasse em terra e adorasse a imagem de ouro, e que todo o que não se prostrasse em terra e não a adorasse seria atirado numa fornalha em chamas. Mas há alguns judeus que nomeaste para administrar a província da Babilônia, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que não te dão ouvidos, ó rei. Não prestam culto aos teus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandaste erguer". Furioso, Nabucodonosor mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E assim que eles foram conduzidos à presença do rei, Nabucodonosor lhes disse: "É verdade, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vocês não prestam culto aos meus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandei erguer? Agora, porém, quando vocês ouvirem o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música, se vocês se dispuserem a prostrar-se em terra e a adorar a imagem que eu fiz, será melhor para vocês. Mas, se não a adorarem, serão imediatamente atirados numa fornalha em chamas. E que deus poderá livrá-los das minhas mãos? " Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam ao rei: "Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer". Nabucodonosor ficou tão furioso com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que o seu semblante mudou. Deu ordens para que a fornalha fosse aquecida sete vezes mais do que de costume e ordenou que alguns dos soldados mais fortes do seu exército amarrassem Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os atirassem na fornalha em chamas. (Daniel 3.8-20)
Estes três amigos eram judeus que moravam na Babilônia, onde eram administradores subordinados ao rei Nabucodonosor, o imperador da Babilônia. Eles eram extremamente fieis a Deus e, por conseguinte, jamais se prostrariam diante de outros deuses como desejava o rei.
Acontece que o rei havia feito uma imagem de ouro de 27 metros de altura e ordenado que ao ouvir o som de trombeta e outros instrumentos, todos deveriam se prostrar, ou seja, se ajoelhar em adoração à imagem. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego logicamente não o fizeram, pois eram fieis ao Senhor.
Assim, quando estavam diante do rei, eles lhe responderam que não se prostrariam diante da imagem. Eles sabiam que o rei não estava de brincadeira e ele não deixaria de lhes jogar na fornalha. Mas, eles criam em um livramento da parte de Deus. Em outras palavras eles disseram: se Deus quiser nos livrará! Eles criam que Deus os livraria. Estavam preparados para passarem pela provação. Mas, eles também estava preparados para o sofrimento; para a morte.
As palavras deles continuam, como que estivessem dizendo: Mas, se Deus não quiser, ele continua sendo nosso Deus! Eles estavam preparados para um possível não livramento de Deus. Eles sabiam que o fato de Deus não os livrar da fornalha não faria dele menos Deus ou menos digno de ser adorado. Não! Deus continua sendo Deus mesmo quando estamos sofrendo. Deus não muda – Ele é o mesmo ontem, hoje e sempre. Mas eles estavam ainda mais firmes na fé que professavam.
Talvez você esteja se sentindo diante de uma fornalha ardente e esteja buscando um livramento de Deus, mas eu quero lhe dizer que é bom estar preparado para Deus não livrá-lo. Deus não é obrigado a lhe livrar do que você porventura esteja passando. Ele não deixará de ser Deus se não intervir. Ele não muda! Mas você pode mudar. Você pode crer na intervenção divina e também estar firme Nele em caso de ela não acontecer.
Você está pronto a dizer: Se Deus quiser Ele me fará passar por esta situação, mas se não quiser eu continuo amando a Ele do mesmo do mesmo jeito? Você está pronto a ser lançado na fornalha e talvez não ser livrado dela? Esta fé que independe das situações é a fé que levou cristãos dos primeiros séculos a enfrentarem a morte em arenas com leões e outros animais. Que fez com que alguns destes fossem crucificados ou mortos das formas mais terríveis. É esta fé que faz com que os cristãos que enfrentam perigos de morte nos conflitos terríveis no Egito continuem cultuando a Deus. Fé independente das circunstâncias.
O autor de Hebreus fala sobre essa fé, naquele que texto que por muitos é chamado de “a galeria dos heróis da fé”, em Hebreus 11. Homens e mulheres que foram torturados, açoitados, acorrentados, apedrejados, serrados ao meio, mortos ao fio da espada e de quem “o mundo não era digno”. Homens e mulheres de fé. Que cresceram na fé. Uma fé inabalável.
Você tem passado por uma situação de luta, dor, incerteza, sofrimento? Creio que Deus pode lhe livrar desta situação. Se Deus quiser você sairá vencedor. Mas creia também que Ele pode não livrar – Se Deus não quiser, não há quem faça acontecer. Mas, independente de você obter a vitória sobre sua luta, sua dificuldade, seu sofrimento, Deus continua sendo Deus. Ele continua sendo digno de toda adoração e todo louvor. Deus não muda pela sua situação, mas a sua situação pode mudá-lo em relação a Ele.
O Deus que pode agir no impossível é o mesmo que pode não agir no possível. Ele é Deus. Ele é o Senhor. Ele é quem quer ou deixa de querer. Nós somos pó. E quando percebemos o quão pequenos somos diante desse tão grande e maravilhoso Deus é que conseguimos descansar Nele e nos voltarmos para Ele.
Qual é a sua fornalha? Qual a situação que você está enfrentando? Quais os perigos que você tem diante de si? Enfrente-os como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego enfrentaram – Se Deus quiser ele o livrará, mas se não quiser não adoraremos outros deuses. Independente da circunstância, ninguém ocupará o lugar que é de Deus em minha vida. Ninguém!
Deus o abençoe!
Por: Pr Cléber Ribas
terça-feira, 13 de agosto de 2013
A parábola do pai amoroso
O último domingo foi dia dos pais. Muitos homenagearam seus pais, estiveram o dia todo com eles, lhes deram presentes, etc. Mas há um pai - o mais amoroso de todos - que foi esquecido por muitos, e talvez alguns nem lhe conheçam, estando muito longe dele. Mal sabem eles que este pai pode recebê-los não importando o quão longe ou perto estejam.
E para falar sobre o amor deste pai ninguém melhor do que seu único Filho - Jesus:
"'Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles. Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente. Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade. Por isso foi empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos. Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’. A seguir, levantou-se e foi para seu pai. Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou. "O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar. Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança. Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’. O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele! ’ Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’ ". (Lc 15.11-32)
Esta é a popular parábola do filho pródigo, mas que poderíamos muito bem chamar de “a parábola do pai de amor”, pois ela trata muito mais do amor do pai do que da perdição do filho. Para compreender este amor, vamos analisar algumas coisas importantes sobre esta história - primeiro, o pedido de divisão de herança.
No contexto em que Jesus contou a parábola, pedir a herança era um grave pecado. Significava que para o filho não importava se seu pai estivesse morto. Tendo em vista que um dos muitos mandamentos da Lei judaica mandava honrar pai e mãe, desconsiderar o pai desta forma era algo muito grave. Mas, algo importante acontece com o segundo filho, que ainda não aparece no começo da parábola. No mesmo contexto, o filho mais velho tinha direito ao dobro da herança do filho mais novo. No entanto, com o abandono do filho mais novo, tudo o que o pai conseguisse daquele momento em diante seria do mais velho. Note que o filho mais velho nada faz para impedir ou reprender o mais novo. Ele nem sequer aparece aqui. E como mais velho ele tinha a obrigação de confrontar o seu irmão. Mas, ele não faz nada.
Não demorou muito e o mais novo foi embora daquela região. Isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, já que naquele contexto em que as cidades eram formadas basicamente por parentes ninguém aceitaria tamanha desfeita tranquilamente. Mais uma vez não vemos o mais velho ainda. Ou seja, ele continua aceitando o que está acontecendo.
Continuando, em nossa análise, vemos que o mais novo parte para uma terra distante e gasta o seu dinheiro irresponsavelmente – o texto no seu original traz essa ideia. Em nenhum momento a história nos conta que ele gastou em farras ou coisa parecida, mas que ele não soube administrar o dinheiro. Ele gastou irresponsavelmente. Depois de gastar todo seu dinheiro ele vai trabalhar como cuidador de porcos. E para um judeu não havia nada mais indigno que isso. Ou melhor, havia o que acontece com ele. Ele disputa a comida dos porcos mas nem isso lhe é dado. Então ele cai em si. Mas nem tanto assim. Ele não se arrepende do que fez, mas sente um grande remorso pela situação em que se encontra. Veja bem que ele não se mostra arrependido por fazer seu pai sofrer, mas percebe que sua situação é terrível. E aí ele pensa: meu pai tem empregados e chega a sobrar a comida deles e eu aqui passando fome. Mas, eu não posso chegar de qualquer jeito como se nada tivesse acontecido. Então ele pensa em falar pro pai para trabalhar para ele. Algo importante a se considerar é que naquele tempo um empregado não tinha vínculo nenhum com seu patrão. A hora que quisesse ele parava de trabalhar. Ao contrário do servo. Ou seja, ele estava ainda cheio de orgulho, não querendo ter vínculo com seu pai. Ele apenas queria o que seu pai pudesse lhe oferecer de bom.
Então ele volta pra casa. Mas, o pai toma uma atitude que lhe surpreende. Ele esperava ter de convencer seu pai a aceitá-lo como empregado e encontra seu pai correndo em sua direção, abraçando-o e beijando-o. Lembre que a cidade não o aceitava. Ninguém ali o aceitaria mas o pai corre ao seu encontro pois estava esperando por ele ansiosamente e com isso, demonstra para todos que tudo o que seu filho fez seria perdoado. Nada do que seu filho fez era maior que o amor de seu pai. E este amor muda o coração do filho. Note que ele não fala em ser empregado. Ele não queria mais trabalhar para o pai, apenas estava rendido diante de tão grande amor e perdão. Ele estava arrependido e constrangido pelo amor daquele a quem ele tanto desprezou. Então, ele é recebido de volta. Mas então surge o segundo filho – o mais velho. Aquele que teria tudo o que era do pai. E ele fica furioso com a volta do mais novo pois isso significaria a perda de seus bens. Ele também era um filho perdido - dentro de casa.
Veja bem, ele reclama do trabalho que teve, sendo que tudo aquilo seria dele. E o mais impressionante: ele reclama de não ter recebido um boi pra fazer um churrasco com seus amigos – com seus amigos. Não era uma festa de seu pai com ele ou para ele. Não se tratava de ciúme do pai. Ele não queria saber do pai mas do que este poderia dar-lhe. E então a parábola termina sem a resposta deste filho. E porque isso acontece?
Bem, porque Jesus contou esta parábola? Porque os religiosos da época estavam criticando Jesus porque ele recebia os que estavam perdidos – os chamados pecadores. Estes são o primeiro filho. Mas Jesus mostra que há outros perdidos – os próprios religiosos.
Este pai amoroso é o mesmo que enviou seu único Filho, Jesus, para morrer em uma cruz pelos perdidos – os religiosos e os sem religião. Deus ama tanto a humanidade perdida que mandou seu Filho morrer em lugar dos pecadores. Qual é a sua situação? Qual dos dois filhos você é? Reflita nisso; pense naquilo que o Pai do Senhor Jesus fez por você e também em como você está vivendo - você busca a Deus por quem Ele é unicamente ou pelo que Ele pode lhe oferecer? O dia dos pais passou, mas o Deus e Pai de Jesus Cristo é ainda está lhe oferecendo um presente – a vida eterna.
E para falar sobre o amor deste pai ninguém melhor do que seu único Filho - Jesus:
"'Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao seu pai: ‘Pai, quero a minha parte da herança’. Assim, ele repartiu sua propriedade entre eles. Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente. Depois de ter gasto tudo, houve uma grande fome em toda aquela região, e ele começou a passar necessidade. Por isso foi empregar-se com um dos cidadãos daquela região, que o mandou para o seu campo a fim de cuidar de porcos. Ele desejava encher o estômago com as vagens de alfarrobeira que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados’. A seguir, levantou-se e foi para seu pai. Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou. "O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e comemorar. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar. Enquanto isso, o filho mais velho estava no campo. Quando se aproximou da casa, ouviu a música e a dança. Então chamou um dos servos e perguntou-lhe o que estava acontecendo. Este lhe respondeu: ‘Seu irmão voltou, e seu pai matou o novilho gordo, porque o recebeu de volta são e salvo’. O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele. Mas ele respondeu ao seu pai: ‘Olha! todos esses anos tenho trabalhado como um escravo ao teu serviço e nunca desobedeci às tuas ordens. Mas tu nunca me deste nem um cabrito para eu festejar com os meus amigos. Mas quando volta para casa esse seu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o novilho gordo para ele! ’ Disse o pai: ‘Meu filho, você está sempre comigo, e tudo o que tenho é seu. Mas nós tínhamos que comemorar e alegrar-nos, porque este seu irmão estava morto e voltou à vida, estava perdido e foi achado’ ". (Lc 15.11-32)
Esta é a popular parábola do filho pródigo, mas que poderíamos muito bem chamar de “a parábola do pai de amor”, pois ela trata muito mais do amor do pai do que da perdição do filho. Para compreender este amor, vamos analisar algumas coisas importantes sobre esta história - primeiro, o pedido de divisão de herança.
No contexto em que Jesus contou a parábola, pedir a herança era um grave pecado. Significava que para o filho não importava se seu pai estivesse morto. Tendo em vista que um dos muitos mandamentos da Lei judaica mandava honrar pai e mãe, desconsiderar o pai desta forma era algo muito grave. Mas, algo importante acontece com o segundo filho, que ainda não aparece no começo da parábola. No mesmo contexto, o filho mais velho tinha direito ao dobro da herança do filho mais novo. No entanto, com o abandono do filho mais novo, tudo o que o pai conseguisse daquele momento em diante seria do mais velho. Note que o filho mais velho nada faz para impedir ou reprender o mais novo. Ele nem sequer aparece aqui. E como mais velho ele tinha a obrigação de confrontar o seu irmão. Mas, ele não faz nada.
Não demorou muito e o mais novo foi embora daquela região. Isso aconteceria mais cedo ou mais tarde, já que naquele contexto em que as cidades eram formadas basicamente por parentes ninguém aceitaria tamanha desfeita tranquilamente. Mais uma vez não vemos o mais velho ainda. Ou seja, ele continua aceitando o que está acontecendo.
Continuando, em nossa análise, vemos que o mais novo parte para uma terra distante e gasta o seu dinheiro irresponsavelmente – o texto no seu original traz essa ideia. Em nenhum momento a história nos conta que ele gastou em farras ou coisa parecida, mas que ele não soube administrar o dinheiro. Ele gastou irresponsavelmente. Depois de gastar todo seu dinheiro ele vai trabalhar como cuidador de porcos. E para um judeu não havia nada mais indigno que isso. Ou melhor, havia o que acontece com ele. Ele disputa a comida dos porcos mas nem isso lhe é dado. Então ele cai em si. Mas nem tanto assim. Ele não se arrepende do que fez, mas sente um grande remorso pela situação em que se encontra. Veja bem que ele não se mostra arrependido por fazer seu pai sofrer, mas percebe que sua situação é terrível. E aí ele pensa: meu pai tem empregados e chega a sobrar a comida deles e eu aqui passando fome. Mas, eu não posso chegar de qualquer jeito como se nada tivesse acontecido. Então ele pensa em falar pro pai para trabalhar para ele. Algo importante a se considerar é que naquele tempo um empregado não tinha vínculo nenhum com seu patrão. A hora que quisesse ele parava de trabalhar. Ao contrário do servo. Ou seja, ele estava ainda cheio de orgulho, não querendo ter vínculo com seu pai. Ele apenas queria o que seu pai pudesse lhe oferecer de bom.
Então ele volta pra casa. Mas, o pai toma uma atitude que lhe surpreende. Ele esperava ter de convencer seu pai a aceitá-lo como empregado e encontra seu pai correndo em sua direção, abraçando-o e beijando-o. Lembre que a cidade não o aceitava. Ninguém ali o aceitaria mas o pai corre ao seu encontro pois estava esperando por ele ansiosamente e com isso, demonstra para todos que tudo o que seu filho fez seria perdoado. Nada do que seu filho fez era maior que o amor de seu pai. E este amor muda o coração do filho. Note que ele não fala em ser empregado. Ele não queria mais trabalhar para o pai, apenas estava rendido diante de tão grande amor e perdão. Ele estava arrependido e constrangido pelo amor daquele a quem ele tanto desprezou. Então, ele é recebido de volta. Mas então surge o segundo filho – o mais velho. Aquele que teria tudo o que era do pai. E ele fica furioso com a volta do mais novo pois isso significaria a perda de seus bens. Ele também era um filho perdido - dentro de casa.
Veja bem, ele reclama do trabalho que teve, sendo que tudo aquilo seria dele. E o mais impressionante: ele reclama de não ter recebido um boi pra fazer um churrasco com seus amigos – com seus amigos. Não era uma festa de seu pai com ele ou para ele. Não se tratava de ciúme do pai. Ele não queria saber do pai mas do que este poderia dar-lhe. E então a parábola termina sem a resposta deste filho. E porque isso acontece?
Bem, porque Jesus contou esta parábola? Porque os religiosos da época estavam criticando Jesus porque ele recebia os que estavam perdidos – os chamados pecadores. Estes são o primeiro filho. Mas Jesus mostra que há outros perdidos – os próprios religiosos.
Este pai amoroso é o mesmo que enviou seu único Filho, Jesus, para morrer em uma cruz pelos perdidos – os religiosos e os sem religião. Deus ama tanto a humanidade perdida que mandou seu Filho morrer em lugar dos pecadores. Qual é a sua situação? Qual dos dois filhos você é? Reflita nisso; pense naquilo que o Pai do Senhor Jesus fez por você e também em como você está vivendo - você busca a Deus por quem Ele é unicamente ou pelo que Ele pode lhe oferecer? O dia dos pais passou, mas o Deus e Pai de Jesus Cristo é ainda está lhe oferecendo um presente – a vida eterna.
Deus o abençoe!
Por: Pr Cléber Ribas
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Tempo
O tempo é algo extremamente justo. Todos, independente de posição social, cor, credo, enfim, todos temos ele em mesma quantidade. O tempo passa da mesma forma para todos – um minuto é 60 segundos para pobres e ricos. O dia tem 24 horas para cristãos e muçulmanos. No entanto, nem todos vivem o mesmo tempo. Nem todos entendem o tempo como ele é ou o administram sabiamente.
Hoje em dia tempo é algo precioso. Poucos sabem administrar o que tem e gostariam de ter ainda mais. Já ouvi inúmeras pessoas dizendo que o dia deveria ter no mínimo 36 horas, tantas são as atividades que possuem. Como você administra o seu tempo?
Vou contar a história de um homem. Zé. Era assim que ele se apresentava. Poupava tempo, dizia ele. Zé era um homem sem tempo desde que iniciou o seu tempo. Seus primeiros passos foram antes do tempo, como também foi boa parte de seu amadurecimento. Afinal, ainda com pouco tempo de existência perdeu seu pai, não tendo tempo para conhecê-lo e tampouco tempo para ser criança. Na adolescência seu tempo era curto, já que ficou pouco tempo na escola para poder trabalhar e ajudar no sustento da casa. Tempo para namorar? Zé só teve aos vinte e poucos anos. A vida era muito corrida. Não demorou muito tempo e ele casou, construiu sua casa, teve filhos, perdeu sua mãe, mas não teve tempo para chorar, pois a vida ia passando; o tempo ia passando. E passou. Há algum tempo tive minha última conversa com Zé. Agora, seu Zé, 84 anos. Falamos justamente sobre o tempo. O tempo é traiçoeiro. - dizia ele - Você passa a vida inteira com ele ocupado e pode chegar ao fim da vida sem ter aproveitado nada dele. O tempo de seu Zé chegou ao fim, mas antes de acabar por completo ele teve tempo – tempo de repensar sua vida e se entregar ao Senhor do tempo. Seu Zé já não vive mais preso ao tempo – está agora na eternidade, aos pés do Senhor, sem pressa nenhuma.
Esta história reflete boa parte da vida de muitas pessoas. Quantos de nós, no nosso dia-a-dia acreditamos que não temos tempo para nada?
Hoje em dia é muito comum enchermos as nossas agendas, com inúmeras atividades que nos deixam extremamente desgastados. Famílias são destruídas pela falta de tempo. A má administração do tempo e a falta de prioridades corretas tem feito com que muitas pessoas passem por suas vidas sem nunca terem de fato vivido.
Eu quero levá-lo a refletir sobre o seu tempo. Você tem tido o tempo que julga necessário? Quanto tempo você dedica para cada área de sua vida? Quais as suas prioridades em relação ao tempo?
Muitas pessoas acordam muito cedo para irem ao trabalho e voltam extremamente tarde para casa, chegando apenas na hora de dormir. Ou seja, passam todo o tempo em função de sua profissão e não desfrutam da convivência familiar. Lembro de um fato marcante em minha adolescência – uma vizinha muito rica falou para mim que sentia muita inveja, digamos assim, do fato de eu e meus familiares podermos ter um tempo para conversar, tomar chimarrão, enfim, estarmos juntos. Aquilo me chamou a atenção. Aquela senhora e seus familiares trabalhavam por muito tempo no dia para manter a sua forma de viver e não tinham tempo para viverem como família. E esta é uma realidade muito comum hoje em dia.
Outros tantos passam tanto tempo envolvidos em seus prazeres e lazer que quando percebem o tempo passou e não puderam fazer o que era necessário. Outros ainda acreditam que sempre há tempo para tomar decisões importantes, como se fossem senhores do próprio tempo.
Certo homem constatou, a partir da vida de alguém que tinha tido muitas experiências e chegara ao fim da vida, a forma como Deus dirige o tempo. O autor de Eclesiastes discorre em todo este livro sobre a vida, o tempo, as muitas coisas que fazemos. E em especial no texto de Eclesiastes 3.1-11 ele discorre sobre o tempo, dizendo: “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz. O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço? Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens. Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.”
Há um tempo para cada coisa. Há uma ocasião oportuna para tudo. Não é bom que passemos a vida investindo o nosso tempo naquilo que não é proveitoso. Não adianta de nada ao homem passar a vida inteira dedicado completamente ao trabalho e não ter tempo para Deus, não ter tempo para sua família, para seus amigos, para si.
Aliás o autor de Eclesiastes nos diz no capítulo 12, versículo 13: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem”.
Ou seja, invista o seu tempo em Deus. Não há melhor investimento do que em Cristo. Não estou querendo dizer com isso que você deve abandonar sua família, seu trabalho e passar todo o tempo orando. Não é isso. Mas, invista tempo para Deus, em seu trabalho, sua família, com seus amigos. Você pode investir todo o seu tempo para Deus, ainda que em seu dia você tenha suas atividades. Dedique o seu tempo a Deus, dedique suas atividades a Ele. Esta é a conclusão do autor deste maravilhoso livro.
Outro alerta que se faz necessário é: não brinque com o tempo. É Deus quem tem todo tempo determinado, não nós. Jesus contou a história de um homem que tinha muitos bens e decidiu construir um local ainda maior do que o que tinha para poder armazenar suas riquezas, mas Deus lhe diz: " ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou? ’”. O tempo não pertence a nós, mas a Deus. É Ele quem determina o que ocorrerá e quando ocorrerá.
Tiago 4.13-15 nos diz: “Ouçam agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro’. Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: ‘Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo’".
A grande verdade é que não temos controle nenhum sobre nosso tempo. Ninguém pode afirmar que amanhã estará vivo. Somente Deus tem este controle. Assim, não é bom que o homem postergue, adie a decisão de dedicar-se plenamente a Deus. Pois se fizer isso poderá ser tarde demais.
Como está o seu tempo? E a sua vida com Deus? Ele deseja ser parte de seu tempo, organizar seu tempo, e lhe mostrar qual a melhor forma de aproveitar o seu tempo. Ainda é tempo para isso. Não perca mais tempo. Entregue sua vida completamente aos cuidados do Senhor.
Deus abençoe!
Hoje em dia tempo é algo precioso. Poucos sabem administrar o que tem e gostariam de ter ainda mais. Já ouvi inúmeras pessoas dizendo que o dia deveria ter no mínimo 36 horas, tantas são as atividades que possuem. Como você administra o seu tempo?
Vou contar a história de um homem. Zé. Era assim que ele se apresentava. Poupava tempo, dizia ele. Zé era um homem sem tempo desde que iniciou o seu tempo. Seus primeiros passos foram antes do tempo, como também foi boa parte de seu amadurecimento. Afinal, ainda com pouco tempo de existência perdeu seu pai, não tendo tempo para conhecê-lo e tampouco tempo para ser criança. Na adolescência seu tempo era curto, já que ficou pouco tempo na escola para poder trabalhar e ajudar no sustento da casa. Tempo para namorar? Zé só teve aos vinte e poucos anos. A vida era muito corrida. Não demorou muito tempo e ele casou, construiu sua casa, teve filhos, perdeu sua mãe, mas não teve tempo para chorar, pois a vida ia passando; o tempo ia passando. E passou. Há algum tempo tive minha última conversa com Zé. Agora, seu Zé, 84 anos. Falamos justamente sobre o tempo. O tempo é traiçoeiro. - dizia ele - Você passa a vida inteira com ele ocupado e pode chegar ao fim da vida sem ter aproveitado nada dele. O tempo de seu Zé chegou ao fim, mas antes de acabar por completo ele teve tempo – tempo de repensar sua vida e se entregar ao Senhor do tempo. Seu Zé já não vive mais preso ao tempo – está agora na eternidade, aos pés do Senhor, sem pressa nenhuma.
Esta história reflete boa parte da vida de muitas pessoas. Quantos de nós, no nosso dia-a-dia acreditamos que não temos tempo para nada?
Hoje em dia é muito comum enchermos as nossas agendas, com inúmeras atividades que nos deixam extremamente desgastados. Famílias são destruídas pela falta de tempo. A má administração do tempo e a falta de prioridades corretas tem feito com que muitas pessoas passem por suas vidas sem nunca terem de fato vivido.
Eu quero levá-lo a refletir sobre o seu tempo. Você tem tido o tempo que julga necessário? Quanto tempo você dedica para cada área de sua vida? Quais as suas prioridades em relação ao tempo?
Muitas pessoas acordam muito cedo para irem ao trabalho e voltam extremamente tarde para casa, chegando apenas na hora de dormir. Ou seja, passam todo o tempo em função de sua profissão e não desfrutam da convivência familiar. Lembro de um fato marcante em minha adolescência – uma vizinha muito rica falou para mim que sentia muita inveja, digamos assim, do fato de eu e meus familiares podermos ter um tempo para conversar, tomar chimarrão, enfim, estarmos juntos. Aquilo me chamou a atenção. Aquela senhora e seus familiares trabalhavam por muito tempo no dia para manter a sua forma de viver e não tinham tempo para viverem como família. E esta é uma realidade muito comum hoje em dia.
Outros tantos passam tanto tempo envolvidos em seus prazeres e lazer que quando percebem o tempo passou e não puderam fazer o que era necessário. Outros ainda acreditam que sempre há tempo para tomar decisões importantes, como se fossem senhores do próprio tempo.
Certo homem constatou, a partir da vida de alguém que tinha tido muitas experiências e chegara ao fim da vida, a forma como Deus dirige o tempo. O autor de Eclesiastes discorre em todo este livro sobre a vida, o tempo, as muitas coisas que fazemos. E em especial no texto de Eclesiastes 3.1-11 ele discorre sobre o tempo, dizendo: “Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora, tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz. O que ganha o trabalhador com todo o seu esforço? Tenho visto o fardo que Deus impôs aos homens. Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.”
Há um tempo para cada coisa. Há uma ocasião oportuna para tudo. Não é bom que passemos a vida investindo o nosso tempo naquilo que não é proveitoso. Não adianta de nada ao homem passar a vida inteira dedicado completamente ao trabalho e não ter tempo para Deus, não ter tempo para sua família, para seus amigos, para si.
Aliás o autor de Eclesiastes nos diz no capítulo 12, versículo 13: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem”.
Ou seja, invista o seu tempo em Deus. Não há melhor investimento do que em Cristo. Não estou querendo dizer com isso que você deve abandonar sua família, seu trabalho e passar todo o tempo orando. Não é isso. Mas, invista tempo para Deus, em seu trabalho, sua família, com seus amigos. Você pode investir todo o seu tempo para Deus, ainda que em seu dia você tenha suas atividades. Dedique o seu tempo a Deus, dedique suas atividades a Ele. Esta é a conclusão do autor deste maravilhoso livro.
Outro alerta que se faz necessário é: não brinque com o tempo. É Deus quem tem todo tempo determinado, não nós. Jesus contou a história de um homem que tinha muitos bens e decidiu construir um local ainda maior do que o que tinha para poder armazenar suas riquezas, mas Deus lhe diz: " ‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou? ’”. O tempo não pertence a nós, mas a Deus. É Ele quem determina o que ocorrerá e quando ocorrerá.
Tiago 4.13-15 nos diz: “Ouçam agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro’. Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Ao invés disso, deveriam dizer: ‘Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo’".
A grande verdade é que não temos controle nenhum sobre nosso tempo. Ninguém pode afirmar que amanhã estará vivo. Somente Deus tem este controle. Assim, não é bom que o homem postergue, adie a decisão de dedicar-se plenamente a Deus. Pois se fizer isso poderá ser tarde demais.
Como está o seu tempo? E a sua vida com Deus? Ele deseja ser parte de seu tempo, organizar seu tempo, e lhe mostrar qual a melhor forma de aproveitar o seu tempo. Ainda é tempo para isso. Não perca mais tempo. Entregue sua vida completamente aos cuidados do Senhor.
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