terça-feira, 16 de julho de 2013

Salário ou presente – o que você prefere?

Em uma cidade não muito distante uma empresa contratou muitos funcionários. Entre eles estava o Sr. Eu E. Você. Esta empresa era muito grande e de propriedade de um homem muito poderoso que diziam ser muito correto e justo - seu nome era Deus. Ninguém tinha maior poder sobre a empresa do que aquele homem. Havia também um homem que gerenciava a maior parte da empresa. Seu nome era Pecado. Tudo que ele falava os funcionários faziam, mesmo sabendo que havia alguém superior a ele que não concordaria com estas ordens - embora nem todos acreditassem na sua existência. O fato é que os funcionários gostavam das ordens do Sr. Pecado, pois elas lhes davam um prazer momentâneo, ainda que não completo. Alguns funcionários buscavam agir de forma boa e justa, embora ainda cumprissem algumas das ordens do Sr. Pecado - era o caso do Sr. Eu E. Você.

Havia também naquela empresa, no setor de Recursos humanos, uma sala pequena com uma porta também muito pequena, em que muito poucas pessoas entravam - somente aquelas que não queriam mais seguir as ordens do Sr. Pecado e não sabiam mais o que fazer. O dia do pagamento estava se aproximando e ninguém sabia ao certo qual seria o salário que receberiam - os que haviam entrado na tal sala da porta estreita diziam que não seria nada bom pois seu novo chefe havia lhes dito que alertassem aos outros. No entanto, a maioria dos funcionários do Sr. Pecado não acreditavam e desdenhavam destes.

Certo dia, o Sr. Eu E. Você ficou extremamente incomodado com os alertas dos que haviam entrado na porta estreita e também com as ordens do Sr. Pecado. As suas ordens estavam lhe consumindo. Então o Sr Eu E. Você foi à porta estreita. Muitos de seus colegas lhe disseram que não desse ouvidos aos fanáticos, mas ele seguiu em frente. E abriu a porta. Na sala estava alguém que ele não conhecia embora já tivesse ouvido falar sobre ele. Seu nome era Jesus. Quando o Sr. Eu E. Você encontrou-se com o Sr. Jesus ele jogou-se aos seus pés e disse: "Senhor, eu servi ao Pecado todo esse tempo e sei que o Sr. Deus não tolera injustiça. Tenha misericórdia de mim embora eu não mereça nada vindo do Sr. e me liberte do poder do pecado." O Sr. Jesus então disse: "Você fez bem, pois muito em breve será feito o acerto de contas com todos. Serão abertos os registros do que cada um produziu. Como todos os outros, você deveria receber o salário do Pecado, pois trabalhou todo esse tempo para ele e o salário do Pecado é a morte. Mas porque você se voltou para mim, o seu nome estará escrito no Livro dos que entraram pela porta estreita e aquilo que você fez em serviço ao pecado será desconsiderado e você terá um presente meu - a vida eterna." E o Sr. Eu E. Você passou a anunciar aquilo aos outros trabalhadores, na certeza de que viveria na morada de Deus por toda eternidade tendo um prazer e uma alegria completos.

Esta história ilustra a nossa condição. O Sr. Eu E. Você somos eu e você. A Bíblia fala em Romanos 3.23 que todos pecaram e estão separados da presença gloriosa de Deus e em Romanos 6.23 que o salário do pecado é a morte, mas o presente gratuito de Deus é a vida eterna.
A vida eterna não é pagamento por obra alguma, mas um presente de Deus. O único salário que podemos receber por nossas ações é a morte eterna – o afastamento eterno de Deus. Efésios 2.8-9 nos diz: “Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras para que ninguém se glorie”. Não há um salário para fazer o que é certo e justo. Isto porque quando o fazemos não estamos fazendo nada além do que deveríamos. Afinal, isto seria semelhante a uma mãe desejar receber um salário por cuidar de seu filho ou um filho por arrumar seu quarto.

A nossa obrigação como seres humanos é agir de forma justa e não há mérito em fazê-lo. No entanto, quando deixamos de fazer o que é correto aos olhos de Deus, estamos servindo ao pecado. Infelizmente, a maioria dos seres humanos prefere passar a vida toda servindo ao pecado mesmo sendo alertados sobre o seu salário. Muitos preferem os prazeres incompletos e momentâneos do pecado (e por conseguinte a morte) a uma felicidade plena e eterna na presença de Deus. E você, o que prefere? O salário do pecado ou o presente de Deus?

“Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29.13)

Deus abençoe!

Por: Pr. Cléber Ribas

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