quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

UM CHAMADO A SEGUIR JESUS

“Depois de assim falar; acrescentou-lhe: Segue-me” Jo 21.19b

O Evangelho de Jesus Cristo Segundo João, além de não ser considerado um evangelho sinótico, por não se assemelhar em sua simetria narrativa, possui alguns registros de acontecimentos singulares com uma riqueza única. Uma dessas narrativas encontra-se no capítulo vinte e um, o qual vai do verso primeiro até o verso vigésimo segundo. [recomenda-se a leitura para melhor compreensão]
O referido capítulo fora escrito como que à parte, do restante de todo o Evangelho, tornando-se assim um epilogo. Ousaríamos afirmar, que João, o Apóstolo, parecia ter terminado a sua narrativa de todo o Evangelho ao final do capítulo vinte, mas que decide colocar à parte algo muito peculiar, algo que merecia uma atenção especial.
Se nos detivéssemos em cada acontecimento dentre estes vinte e dois versos (ou pericope[1]) ficaríamos absortos pela complexidade de cada um deles, como por exemplo, o que de fato Pedro entendeu por ter Jesus o inquirido três vezes sobre seu real sentimento por Ele? Ou, por que Jesus pediu que levassem alguns dos peixes pescados se ele já tinha peixes assando para o desjejum que Ele próprio havia preparado? Não obstante, as riquezas que cada um destes acontecimentos individualmente possam nos ensinar, fica claro que desde o momento que o Senhor se dirigiu ao encontro de seus discípulos naquela praia e no alvorecer daquele dia, havia um propósito final, o chamamento definitivo de Pedro.
Ao olharmos nesta perspectiva, de que o chamado de Pedro é o principal propósito do Senhor naquele dia, faremos um caminho inverso e compreenderemos de que os acontecimentos que o antecedem se tornaram condição “sine qua non” para o desfecho que culminaria na pronuncia de uma simples frase: “Segue-me”
Seria de muita pretensão querer esgotar as possibilidades desta passagem e do que ela poderia nos ensinar sobre o chamado final de Pedro. No entanto, ao observarmos com bastante cuidado perceberemos que aqueles eventos que antecederam o “Segue-me” são na verdade outros chamados como precondições ao definitivo.
Muitos exegetas divergem quanto as reais motivações que levou Pedro àquela fatídica pescaria que durou nada menos que uma noite inteira sem apanhar um único misero peixe. Alguns cogitam que a pescaria era apenas algo pontual e que em nada tem haver com a possível desistência ministerial de Pedro, como se o mesmo apenas chamou seus amigos para uma pescaria, como simples prática de hobby. Porém, outros como o saudoso Pr. Isaltino Gomes, em seu sermão “Um Sermão aos Desanimados”, considera que Pedro ainda não convertido e desencorajado se vê forçado a voltar a antiga profissão por não perceber nenhuma alternativa viável. Dentre as duas possibilidades cabe um questionamento, se Pedro estivesse firme no propósito de seguir o seu ministério e estava apenas por esporte se divertindo com seus amigos, por que o Senhor escolheu aquele momento para frustrar a diversão dele, permitindo que ele e seus amigo se desgastassem por toda aquela noite apenas para mostrar que eles não sabiam pescar? Creio que Jesus não perderia seu tempo com algo tão frívolo, se não tivesse um propósito muito claro, o que nos leva a crer que Pedro havia desanimado e que Jesus usara daquela situação para um chamado, o chamado a reconhecer sua incapacidade.
Desde o principio percebemos que Pedro sempre pensava de si mais do que convém (Rm 12.3), suas precipitações revelavam sua falta de humildade e excessiva confiança em si mesmo. Pedro era irmão e filho de pescador e, provavelmente, muito habilidoso. Além de sua habilidade com a pesca, já fica aqui evidente sua capacidade de liderança, tendo em vista que conseguiu convencer a muitos a seguir sua debandada. Porém, o Senhor permitiu que ele tivesse uma tentativa frustrada de aplicar suas habilidades e o chamado ao reconhecimento não veio pela revelação, mas sim pela experiência. Talvez ele não precisasse passar por aquela amarga sensação de impotência, mas levando em consideração o histórico do nosso precioso Pedro entendemos que o choque da experiência é a única coisa que poderia abrir seu intelecto para compreender uma verdade, a verdade de que para seguir a Jesus é preciso deixar de seguir a si mesmo, pois o seu eu não era confiável, como de fato provou não ser. O profeta Jeremias já declarou, no capítulo dezessete verso cinco e sete, que “maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e ...aparta o seu coração do Senhor!” (lembrando, como erroneamente muitos o fazem, de que o profeta não esta se referido a não confiança em terceiros mais sim em si mesmo) demonstrando que a auto confiança é a demonstração da não confiança no Senhor. 
A despeito do Senhor, ter constrangido a Pedro pela experiência da frustração, o Senhor não o rechaçou, mas o chamou para uma conversa intima. Mesmo que o desejo de Jesus fosse a disciplina, isso não implicaria em rejeição. Pelo contrário, o chamado para seguir Jesus, não é um seguir a distância, mas sim um seguir de muito próximo, algo que só compete a amigos, ao contrario de servos (Jo 15:15).
Na cultura hebraica a refeição é algo sagrado que só deve ser divida com íntimos. Por isso, o convite para uma refeição é tido por algo extremamente relevante, tanto para o anfitrião quanto para o convidado. Neste contexto cultural é que o Senhor convida a Pedro e seus amigos para uma refeição, com alimentos que eles não haviam levando e nem mesmo preparado. Jesus como mestre não deu ordens para que a refeição fosse preparada, mas ele mesmo providenciou e se colocou como anfitrião, demonstrando que o desejo de comunhão e intimidade partira dele. O Senhor Jesus desejava ter um momento de intimidade com eles, talvez um momento de refrigério que aplacasse a fome, o desgaste físico e a frustração. Cristo Jesus queria gozar de intimidade com aqueles que seriam chamados a segui-Lo, sendo assim, Pedro antes de ser chamado a seguir a Jesus teve um chamado a intimidade.
Uma vez que Pedro estava novamente em intimidade com Cristo, uma vez que estava face a face com ele, quem sabe agora olhando nos seus olhos poderia ser o momento exato para levar Pedro a racionalizar algumas coisas que ficaram mal resolvidas. Assuntos importantes são tratados em momentos em que todos os sentidos possam estar ativos, para que nenhum ruído na comunicação possa interferir ou distorcer a intercomunicação. Todos sabem que quando o chefe o chama em sua sala para uma conversa, o assunto é relevante, do contrario poderia apenas ser discutido pelo interfone. Naquele momento algo importante estava para ser resolvido e agora “olho no olho” era o local e o momento.
Jesus desejava que algo fosse resolvido por completo, Ele não poderia arriscar em apenas dizer o que Pedro deveria fazer, como uma imposição vazia onde, mesmo que com a plena concordância de Pedro, não houvesse uma transformação profunda e definitiva. Sendo assim, Jesus joga Pedro numa espiral de introspecção que revolveria seu interior e transformaria seu coração por completo. Repetindo praticamente a mesma pergunta por três vezes o Senhor chama Pedro para a introspecção. Como um pai que chama repetidas vezes o seu filho, aumentando o seu volume de voz a cada chamada para se certificar que seu filho o ouvirá, assim Jesus persiste na mesma pergunta para ter certeza de que Pedro mergulharia o mais profundo em busca daquilo que era tão necessário para segui-Lo.
Voltando ao contexto cultural, era comum entre os Judeus usarem o que se chama da “tríplice confirmação”. Sempre que algo importante deveria ser dito para reafirma-lo esse algo era repetido por três vezes. Não poderíamos descartar essa possibilidade, mas algo mais intrigante esta por traz disso. Alguns estudiosos acreditam que Jesus propositadamente usa o número de vezes que corresponderia ao número de vezes que Pedro o negou até que o galo cantasse. Isso é uma explicação bem razoável que justifica o que se encontra no verso dezessete “Pedro entristeceu-se por ele ter dito, pela terceira vez...”. Talvez soasse mais ou menos assim: “Será que você me ama mesmo? Já que teve a coragem de me negar três vezes” No entanto, neste chamado a introspecção, está não era a única possibilidade de interpretação. Mesmo que não haja uma concordância por parte dos estudiosos da língua grega, no qual o Novo Testamento foi escrito, alguns acreditam que as perguntas não eram as mesmas e que as repostas também não. Mas como isso é possível? Na língua original não existe um único verbo equivalente para o verbo amar no português, mas sim três, onde cada um tem uma força de sentido diferente o que não é possível na língua portuguesa, por isso qualquer um destes três sempre é traduzido no português para a conjugação correspondente do verbo amar. Sendo assim, quando Jesus das duas primeiras vezes pergunta a Pedro se ele o amava, estava usando um verbo com uma força de expressão que corresponderia a um amor incondicional, enquanto Pedro respondia com um verbo que trazia a força de expressão como que de um amor fraternal ou amor de amigo. Então na terceira vez Jesus usa o mesmo verbo usado por Pedro em suas respostas, o que para alguns soaria da seguinte forma: “Quer dizer então Pedro que você não me ama incondicionalmente, mas me ama como se eu fosse um amigo?”. Apesar desta possibilidade ser remota, levando em consideração que estudiosos da gramática grega afirmam,  ela reforça a concepção de que as três vezes que o Senhor inquire a Pedro, de alguma forma, acaba colocando o “dedo na ferida”, o que gerou a tristeza de Pedro. Tristeza tal que, como Paulo afirma, não era apenas uma tristeza deste mundo, mas uma tristeza que provem de Deus que produz arrependimento (2Co 7.10)
            Concomitantemente ao chamado a introspecção, Pedro recebe o chamado ao ministério. Mesmo que em algumas traduções do português variem quanto o que deveria ser traduzido por apascentar, alimentar ou pastorear, todos os três pedidos trazem a mesma força de expressão que remete a ideia do chamado para cuidar do rebanho do Senhor. Apesar de não compreendermos plenamente porque o Senhor intercalou os seus pedidos entre os questionamentos do amor de Pedro, é certo afirmar, pelas experiências demonstradas no decorrer da história da igreja do Senhor, que nenhum engajamento ao ministério é possível sem o amor incondicional ao Senhor da obra. Ao refletirmos sobre o ministério de Pedro, perceberemos que esse momento é um ponto de mutação de uma verdadeira metamorfose. Pedro fracassou por enumeras vezes, e poderíamos ficar por páginas e mais páginas discutindo os detalhes de cada tentativa frustrada de servir ao Senhor. No entanto, após esse encontro transformador, sua sabedoria e ousadia se tornaram tais que impressionou até mesmo o Sinédrio (At 4.13), além do que, conforme a tradição nos conta, Pedro foi tomando de um sentimento de indignidade que ao ser levado para o martírio solicitou que fosse crucificado de cabeça para baixo, por não ser digno de morrer na mesma posição que seu Senhor, o que nos leva a  refletir sobre o último chamado que Pedro recebe antes de ouvir: “Segue-me”, o chamado ao discipulado.
            A beleza poética que o Senhor emprega nos seus discursos pedagógicos é surpreendente e assim como em suas parábolas o verso dezoito não é diferente. O Senhor utiliza-se de um ditado popular da época que lembrava o fato de que os moços não dependem de ninguém, por isso tem sua liberdade, enquanto os velhos por dependerem dos mais jovens não possuem mais vontade própria. Juntando a esse provérbio, Jesus fala sobre a ação de estender as mãos que era peculiar aos prisioneiros quando eram levados à crucificação. Ou seja, Pedro deveria se submeter a uma morte por crucificação o que, como descrito no verso dezenove, seria a forma de glorificar a Deus.
            Imediatamente antes de ordenar a Pedro para o segui-Lo, o Senhor informa que assim como um velho ele não teria mais vontade própria e que a maneira com que ele glorificaria a Deus seria por uma morte horrenda na cruz. Talvez, muitos pensariam: Quem em sã consciência aceitaria seguir alguém nestas condições? No entanto, o que o Senhor está colocando à Pedro não é nada diferente do que ele já havia condicionado para aquele que desejasse se tornar seu discípulo - Lc 14:26 “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” O discípulo é aquele aprendiz que esta disposto a se submeter ao seu mestre e, conforme a força da expressão no original, que moldará a sua mente a do seu mestre. Pedro recebeu um chamado ao discipulado, pois sem se sujeitar as condições do discipulado ele não poderia se tornar um discípulo e, muito menos, seguir ao Senhor, mas se tornando discípulo do Senhor ele poderia segui-Lo sem reservas.
        Pedro é chamado por Deus, seu chamado foi algo singular, único, e a demonstração da exclusividade de seu chamado é demonstrado no impasse com o Senhor quanto a João, conforme verso vinte e um e vinte e dois. Mas, a despeito de que as experiências vividas por Pedro, que culminaram no seu chamado definitivo, serem algo exclusivo dele não isenta a possibilidade de que muitas destas experiências se tornem as nossas experiências, que muitos destes chamados se tornem também os nossos chamados. Muitos que o Senhor deseja chamar, em algum momento tem se desanimado, e desaminado a ponto de voltarem a “pescar”. Tenho contemplado muitos a beira do caminho, sem esperança, voltarem a ocupar suas mentes e braços com as coisas deste mundo. Talvez alguns já tenham experimentado o chamado para reconhecer a incapacidade, no entanto, ainda relutam fracasso após fracasso. Julgam-se infortunados, mas confiantes em suas habilidades tentam convencer a si mesmo que um dia a sorte mudará. Outros, por sua vez, recebem um chamado a intimidade, mas, da mesma forma teimosa, têm, deixado esta oportunidade escapar como areia por entre os dedos.
O Senhor tem preparado um banquete no qual deseja desenvolver um relacionamento profundo e está a sussurrar uma melodia doce dizendo: “Vinde a mim, vos que estais cansados... (Mt 11.28). No entanto, há aqueles que rejeitam este convite do Senhor. Parece que separar um tempo do dia para oração ou ouvir a voz do Senhor através da Palavra ou da pregação, é algo que demanda um tempo, tempo este que muitos não têm. No entanto, mesmo aparentando um desculpa legitima, ela é apenas uma desculpa autoimposta como pretexto para camuflar o medo. Sim, o medo! O medo de que na intimidade, naquele momento de uma conversa intima precisaremos prestar contas ou sermos chamados para introspecção. Assim como, criar uma rotina religiosa, que traz a pseudo segurança que tudo em nossa vida esta andando bem.
O envolvimento em atividades da igreja, que não passa de puro ativismo, torna-se uma compensação mental que sufoca aquela incomoda voz que nos chama para uma conversa franca. Mas, não adianta fugir, os medicamentos, não irão resolver, um dia precisaremos aceitar o chamado a introspecção. Pois, ela é apenas uma parte do que se encontra pendente, além do chamado ao ministério.
O Senhor afirmou que edificaria a sua Igreja, e as Escrituras demonstram que a ferramenta para isso seria ela própria, a Igreja. É notável a riqueza, tanto de ensinos como de figuras, das cartas de Paulo ao escrever a igreja de Roma, de Corinto e a de Éfeso, sobre a Igreja e a sua mutua edificação. Como membros uns dos outros (Ef 4.25), somos convocados a lançar mão de nossos dons e talentos para que a Igreja seja edificada. No entanto, na era da administração cientifica moderna, parece que o entendimento da terceirização chegou até a Noiva de Cristo. Enquanto que a incógnita a ser respondida deveria ser: Em qual igreja eu deveria servir ou em qual ministério eu devo servir para glorificar o meu Senhor? A pergunta tem sido: Em qual igreja eu posso ser servido, qual igreja possui o louvor ou a pregação que agrada as minhas exigências? Esta última questão, não representa uma pergunta incomoda, já que a oferta financeira desonera a consciência de qualquer obrigatoriedade. No entanto, a Igreja do Senhor não se limita as quatro paredes de um templo onde um grupo de pessoas se reúne para reuniões regulares. Como o Senhor não se limita a uma edificação, assim a sua obra e o seu Reino podem alcançar qualquer lugar. Todos o que querem seguir ao Senhor, são chamados ao ministério. Qual será ele? Só o sim ao chamado ao discipulado revelará.
            Ao escrever sua Carta aos romanos no capítulo dez verso nove, o Apostolo Paulo declara que quem confessasse Jesus como Senhor e cresse que Cristo ressuscitou dos mortos, seria salvo. Está declaração condicionante nos mostra que o reconhecimento do Senhorio de Cristo é parte fundamental para salvação. Mas, como poderíamos confessar Jesus como Senhor, sem termos o ônus de não sermos seus escravos? Simplesmente, não poderíamos, ou seja, não é possivel aceitarmos o chamado de seguir a Jesus sem nos tornarmos seus discípulos, mesmo que haja uma tentativa, por parte de algumas instituições e muitos, ditos, seguidores de Cristo, de desvirtuarem isso.
Na década de quarenta, do século passado, um homem se levantou para denunciar que o Cristianismo estava trocando a graça preciosa por uma graça barata, assim negligenciando o discipulado.
“A graça barata é a pregação do perdão sem arrependimento do pecado, é o batismo sem disciplina eclesiástica, é a comunhão sem confissão de pecados, é a absolvição sem confissão pessoal. A graça barata é a graça sem discipulado, é a graça sem cruz, é a graça sem Jesus Cristo vivo e encarnado. [...] A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, pelo qual o ser humano vende feliz tudo o que possui [...] a graça é preciosa porque chama ao discipulado [...] É preciosa sobretudo porque foi preciosa para Deus, porque lhe custou a vida de seu Filho – Porque fostes comprados por preço 1Co6.20”
        Esse homem era nada mesmo que Dietrich Bonhoeffer, um pastor que rompeu com a igreja institucional do Estado Alemão, por que a mesma havia entrado numa inércia tal que mais tarde não teve coragem de se impor ao então partido nazista. Como resultado, ao contrario de seus compatriotas, de ter aceitado seu chamado ao discipulado foi morto num dos campos de concentração. A exemplo daquele período na Alemanha, com poucas exceções como de Dietrich, vivemos um período de um cristianismo frouxo, de homens e mulheres acovardados que, como Bonhoeffer afirma, querem apenas a graça barata, sem discipulado. Vejo “seguidores” de Cristo, como crianças choramingando pelos cantos por não terem ganhado o presente que pediram no Natal ou reclamando porque seu pirulito não é maior que do seu coleguinha, enquanto perdem a oportunidade de batalharem os bons combates de Cristo e com Cristo, pelo Reino Eterno do Senhor, como soldados varonis que aceitaram seu chamado ao discipulado.
            Compreendemos um pouco sobre as experiências que conduziram Pedro para o momento que ouviria o seu chamado definitivo. E você? Tem compreendido as suas experiências que o levará ao “segue-me”?




[1] Termo do grego que significa “cortar ao redor”, trecho retirado de um texto para análise detalhada.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Mãos à obra? Nem pensar!

Você já leu o relato da Torre de Babel? É um relato bastante interessante. Aliás, a Bíblia toda é interessante e rica de ensinamentos - faz bem à saúde! Mas, é sobre a Torre que gostaria de falar hoje. O texto se encontra em Gênesis 11.1-9: "No mundo todo havia apenas uma língua, um só modo de falar. Saindo os homens do Oriente, encontraram uma planície em Sinear e ali se fixaram.Disseram uns aos outros: 'Vamos fazer tijolos e queimá-los bem'. Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa. Depois disseram: 'Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra'.
O Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. E disse o Senhor: 'Eles são um só povo e falam uma só língua, e começaram a construir isso. Em breve nada poderá impedir o que planejam fazer. Venham, desçamos e confundamos a língua que falam, para que não entendam mais uns aos outros'. Assim o Senhor os dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade. Por isso foi chamada Babel, porque ali o Senhor confundiu a língua de todo o mundo. Dali o Senhor os espalhou por toda a terra
".
Quando lemos este texto, nos deparamos com a situação de Deus desejando descer à terra e confundir a língua dos homens para que não entendam mais uns aos outros por que senão nada poderia impedir o que planejavam fazer. Ao ler este texto o nosso questionamento natural é: Deus estava com medo? Com ciúme? Por acaso Deus estava agindo como vemos em novelas - alguém querendo "passar a perna" no companheiro de trabalho para que ele não ganhasse a promoção? Seria Deus um trapaceiro?
Pois é, esta pode ser a nossa primeira impressão ao ler o texto. No entanto, não é o que parece. Deus não está querendo sabotar o crescimento dos homens ou coisa parecida. Este relato pode ser entendido com um exemplo: a torre de Babel da tecnologia e do progresso. Atualmente o homem constrói uma gigantesca torre. A tecnologia se desenvolve a passos largos, bem como a ciência. E neste processo o homem passa a ver-se quase como um deus. Aliás, muitos hoje já se veem como tal - basta ver as novas filosofias que têm surgido aos montes. Ou seja, o homem tornou-se orgulhoso assim como quando desejou criar uma grande torre.
O problema no caso da Torre de Babel não estava no progresso perceptível na introdução do uso de tijolos e piche ao invés de pedras e argamassa. O problema também não estava na construção de uma torre. Da mesma forma a tecnologia e a ciência não são um problema para a humanidade. O grande problema é o orgulho e o antropocentrismo. Quando Deus diz que nada poderia impedir o ser humano, diz em outras palavras, "se eles já estão se achando por fazerem tijolos, imagina se construírem uma torre gigante com estes tijolos. Aí sim é que ninguém vai segurar o orgulho deles". E não é assim que o mundo está atualmente? O que mais nós vemos é pessoas colocando Deus no banco dos réus e julgando Suas atitudes. Deus é mau por criar o inferno, o cristianismo é injusto, a Bíblia é só um livro e assim vai. São tantos os julgamentos do homem para com Deus. Ou seja, a humanidade se acha mais importante do que Deus. Estamos criando uma nova Torre de Babel.
No entanto, Deus hoje não age mais de forma generalizada. Ele age em cada indivíduo. ele não vai nos confundir a língua ou coisa parecida. Ele dá a chance de que cada um deixe de lado o seu orgulho, largue a sua colher de pedreiro e pare de construir a torre. E todo aquele que reconhece que Deus é Deus, deixa de julgar a Deus mas percebe que se julgado seria condenado e, portanto, precisa da ação de Deus para ser salvo da condenação por seus pecados, é perdoado.
E você? Está construindo esta torre também? Cuidado! Quanto maior a torre, maior a queda. Deixe esta obra de lado e deixe Deus fazer a Sua obra em sua vida.
Deus o abençoe!

Por: Pr Cléber Ribas

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Dormindo

Blog voltando à ativa de pois de um tempo sem postagens. Voltando hoje com um texto do Devocional Presente Diário, antigo Pão Diário, da Rádio Transmundial.

Leitura Bíblica: Atos 20.7-12

Desperta, ó tu que dormes ... e Cristo resplandecerá sobre ti (Ef 5.14).

Como é bom descansar após um dia de trabalho, recuperando nossas forças! Ao mesmo tempo, como é difícil quando não conseguimos pegar no sono – o tempo parece custar a passar! Uma boa noite de sono é muito importante para a saúde – ajuda até nossa memória. Boa parte de nossa disposição quando acordamos depende de como dormimos.

No texto de hoje, um jovem não aguentou ouvir Paulo por tanto tempo e acabou dormindo. Isso não seria problemático se ele não estivesse sentado em uma janela! Isso faz lembrar que em nossa vida muitas vezes podemos “dormir” espiritualmente. Há alguém falando de Cristo e da possibilidade de um relacionamento íntimo com Deus, mas não conseguimos – ou não queremos – ouvir. O cansaço ou a falta de interesse leva os pensamentos para longe... Pior, nem percebemos que estamos num lugar perigoso! Não conseguimos enxergar muito bem e não compreendemos a gravidade de nossa situação. A vida parece um sonho, mas na verdade seu final é um pesadelo.

Muitas vezes, o que nos faz acordar é uma “queda”: fomos longe demais e a situação finalmente ficou clara. Não era o que parecia. Felizmente, há uma saída. Com Deus, podemos ter vida nova e verdadeira. Aquele jovem teve uma “segunda chance” quando foi ressuscitado por Paulo. Imagino que, a partir dali, não ficou mais se arriscando como antes, para não cair novamente. Da mesma forma, quando entregamos nossa vida a Cristo, não vamos querer voltar à velha vida. Estamos despertos e não vamos mais deixar a vida passar enquanto dormimos. Agora que os “olhos do nosso coração” foram iluminados (Ef 1.18), não seremos mais imprudentes. Não abriremos mão da vida plena e eterna com Deus. Nosso compromisso passa a ser agradar ao nosso Senhor, por meio de uma vida transformada por ele.

E você, anda dormindo espiritualmente? O tempo passa, mas você prefere não pensar em sua vida com Deus? Está na hora de despertar! – Vanessa Weiler Ribas

Dormir bem pode ser bom, despertar bem é melhor.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Presente Diário é uma publicação da Rádio Trans Mundial - Rtm Brasil com todos os direitos reservados - Copyright 2013

quinta-feira, 24 de abril de 2014

O nome de Jesus

Você com certeza já ouviu que o que for pedido em nome de Jesus será recebido. Aliás, hoje em dia isto está muito propagado por pregadores que afirmam que o cristão deve prosperar em todas as áreas da vida. Jesus afirma em João 14.13-14 que o que fosse pedido em nome dele, ele faria. No entanto, em Atos 19.13 nós vemos alguns homens que foram expulsar um demônio “em nome de Jesus a quem Paulo prega” e não só não são bem sucedidos como ainda apanham do endemoniado. Aí vem a dúvida: mas Jesus não daria o que fosse pedido em seu nome? Ou eles não pediram em seu nome? Afinal, o que significa pedir algo em nome de Jesus?
Pois bem, na Bíblia a expressão “em nome de Jesus” aparece em algumas ocasiões, como em Atos 2.38, em referência ao batismo em nome de Jesus, em Atos 3.6 na ocasião da cura de um paralítico, em Atos 9.27 na afirmação de que Paulo havia pregado em nome de Jesus, em um exorcismo no texto de Atos 16.18 e em 1 João 2.12 onde há a afirmação de que os pecados do crente são perdoados graças ao nome de Jesus. Já Jesus usa a expressão “em meu nome” algumas tantas vezes. Destaco aqui os textos de Mateus 18.5 (receber uma criança em seu nome), Mateus 18.20 (dois ou três reunidos em seu nome), Marcos 9.41 (dar um copo d’água em seu nome) e João 14.13-14; 15.16, 23-24 (pedir em seu nome).
Fazer algo em nome de alguém no sentido bíblico não é apenas usar uma expressão pra encerrar uma oração, como uma palavra mágica que, quando usada, concede o que se deseja. Significa ser um representante de alguém. Por exemplo a questão de usar o nome de Deus em vão. Muita gente afirma que não se pode falar “Deus me livre”, por exemplo, pois é usar o nome de Deus em vão. Pois se assim fosse, o que não se poderia falar é “Javé me livre”, uma vez que este é seu nome apresentado na Bíblia. No entanto, a ideia neste caso é de não usar a Deus como sendo algo que valide a sua ideia ou promessa, por exemplo. Algo como: “Deus é minha testemunha de que...” quando se trata de uma mentira, por exemplo. A pessoa está usando o nome (o caráter, digamos assim) de Deus em vão.
Da mesma forma ocorre com a questão do nome de Jesus na Bíblia. O nome de Jesus (a expressão) tem a ver com o caráter dele – ser um representante dele. Assim, fazer, falar ou pedir algo em nome de Jesus significa sempre falar, fazer ou pedir o que ele quer. É como uma procuração – é para os devidos fins do interesse de quem é representado. E isso implica em três coisas: 1) só pode pedir algo em nome de Jesus alguém que recebeu este direito dele, ou seja, aqueles que agora pertencem a Cristo podem pedir algo em seu nome, pois verdadeiramente o representam – o que não era o caso daqueles jovens que apanharam do endemoniado. 2) aquele que pede algo a Deus Pai, em nome de Jesus, só receberá se pedir o que o próprio Jesus deseja. Ninguém que recebe uma procuração para vender um veículo em nome de outro pode vender também sua casa. Assim, aquilo que pedimos em nome de Jesus (ou seja, aquilo que Jesus quer que seja nos dado) receberemos. 3) Fazer, falar ou pedir algo em nome de Jesus significa também ser o seu representante nestes assuntos. Alguém com uma procuração em nome de outro, o representa. Assim, o cristão é um representante de Jesus na terra, e deve representar bem os desejos dele. Não são mais os seus próprios desejos que importam, mas os de Cristo – estes devem ser buscados.
Assim, pedir algo em nome de Jesus é o mesmo que buscar a sua vontade – nada mais que isso. Ou seja, não adianta de nada pedir para ser rico, em nome de Jesus (como uma palavra mágica) quando o desejo de Jesus é que você viva apenas com o necessário e ajude uma instituição de caridade com o restante, por exemplo. Ou pedir um marido ou namorado quando Cristo deseja que você primeiramente aprenda a amá-lo acima de tudo. Que tal pedir um pouco mais em nome de Jesus em nossas orações e menos segundo a nossa vontade?

Por: Pr Cléber Ribas

sábado, 19 de abril de 2014

Três dias depois...

No domingo bem cedo, as mulheres foram ao túmulo, levando os perfumes que haviam preparado. Elas viram que a pedra tinha sido tirada da entrada do túmulo. Porém, quando entraram, não acharam o corpo do Senhor Jesus e não sabiam o que pensar. De repente, apareceram diante delas dois homens vestidos com roupas muito brilhantes. E elas ficaram com medo, e se ajoelharam, e encostaram o rosto no chão. Então os homens disseram a elas: —Por que é que vocês estão procurando entre os mortos quem está vivo? Ele não está aqui, mas foi ressuscitado. Lembrem que, quando estava na Galiléia, ele disse a vocês: “O Filho do Homem precisa ser entregue aos pecadores, precisa ser crucificado e precisa ressuscitar no terceiro dia”. Então as mulheres lembraram das palavras dele e, quando voltaram do túmulo, contaram tudo isso aos onze apóstolos e a todos os outros. Essas mulheres eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Estas e as outras mulheres que foram com elas contaram tudo isso aos apóstolos. Mas eles acharam que o que as mulheres estavam dizendo era tolice e não acreditaram. Porém Pedro se levantou e correu para o túmulo. Abaixou-se para olhar e viu somente os lençóis de linho e nada mais. Aí voltou para casa, admirado com o que havia acontecido. Naquele mesmo dia, dois dos seguidores de Jesus estavam indo para um povoado chamado Emaús, que fica a mais ou menos dez quilômetros de Jerusalém. Eles estavam conversando a respeito de tudo o que havia acontecido. Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus chegou perto e começou a caminhar com eles, mas alguma coisa não deixou que eles o reconhecessem. Então Jesus perguntou: —O que é que vocês estão conversando pelo caminho? Eles pararam, com um jeito triste, e um deles, chamado Cleopas, disse: —Será que você é o único morador de Jerusalém que não sabe o que aconteceu lá, nestes últimos dias? —O que foi? —perguntou ele. Eles responderam: —O que aconteceu com Jesus de Nazaré. Esse homem era profeta e, para Deus e para todo o povo, ele era poderoso em atos e palavras. Os chefes dos sacerdotes e os nossos líderes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. E a nossa esperança era que fosse ele quem iria libertar o povo de Israel. Porém já faz três dias que tudo isso aconteceu. Algumas mulheres do nosso grupo nos deixaram espantados, pois foram de madrugada ao túmulo e não encontraram o corpo dele. Voltaram dizendo que viram anjos e que estes afirmaram que ele está vivo. Alguns do nosso grupo foram ao túmulo e viram que realmente aconteceu o que as mulheres disseram, mas não viram Jesus. Então Jesus lhes disse: —Como vocês demoram a entender e a crer em tudo o que os profetas disseram! Pois era preciso que o Messias sofresse e assim recebesse de Deus toda a glória. E começou a explicar todas as passagens das Escrituras Sagradas que falavam dele, iniciando com os livros de Moisés e os escritos de todos os Profetas. Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez como quem ia para mais longe. Mas eles insistiram com ele para que ficasse, dizendo: —Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando. Então Jesus entrou para ficar com os dois. Sentou-se à mesa com eles, pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e deu a eles. Aí os olhos deles foram abertos, e eles reconheceram Jesus. Mas ele desapareceu. Então eles disseram um para o outro: —Não parecia que o nosso coração queimava dentro do peito quando ele nos falava na estrada e nos explicava as Escrituras Sagradas? Eles se levantaram logo e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os onze apóstolos reunidos com outros seguidores de Jesus. E os apóstolos diziam: —De fato, o Senhor foi ressuscitado e foi visto por Simão! Então os dois contaram o que havia acontecido na estrada e como tinham reconhecido o Senhor quando ele havia partido o pão. Enquanto estavam contando isso, Jesus apareceu de repente no meio deles e disse: —Que a paz esteja com vocês! Eles ficaram assustados e com muito medo e pensaram que estavam vendo um fantasma. Mas ele disse: —Por que vocês estão assustados? Por que há tantas dúvidas na cabeça de vocês? Olhem para as minhas mãos e para os meus pés e vejam que sou eu mesmo. Toquem em mim e vocês vão crer, pois um fantasma não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho. Jesus disse isso e mostrou as suas mãos e os seus pés. Eles ainda não acreditavam, pois estavam muito alegres e admirados. Então ele perguntou: —Vocês têm aqui alguma coisa para comer? Eles lhe deram um pedaço de peixe assado, que ele pegou e comeu diante deles. Depois disse: —Enquanto ainda estava com vocês, eu disse que tinha de acontecer tudo o que estava escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos livros dos Profetas e nos Salmos. Então Jesus abriu a mente deles para que eles entendessem as Escrituras Sagradas e disse: —O que está escrito é que o Messias tinha de sofrer e no terceiro dia ressuscitar. E que, em nome dele, a mensagem sobre o arrependimento e o perdão dos pecados seria anunciada a todas as nações, começando em Jerusalém. Vocês são testemunhas dessas coisas. E eu lhes mandarei o que o meu Pai prometeu. Mas esperem aqui em Jerusalém, até que o poder de cima venha sobre vocês. Então Jesus os levou para fora da cidade até o povoado de Betânia. Ali levantou as mãos e os abençoou. Enquanto os estava abençoando, Jesus se afastou deles e foi levado para o céu. Eles o adoraram e voltaram para Jerusalém cheios de alegria. E passavam o tempo todo no pátio do Templo, louvando a Deus.
(Lucas 24:1-53)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Família: o primeiro ministério

O tema da Convenção Batista Brasileira para 2014 – Família, o ideal de Deus para o ser humano – é uma das grandes prioridades de Missões Mundiais. Investir na família missionária, desde o treinamento até o retorno do campo, é investir na expansão do evangelho, cuidando para que famílias cristãs bem estruturadas sejam capazes de anunciar o reino de Deus até os confins da Terra.

Há 29 anos o Pr. Guy Key, missionário da International Mission Board no Brasil, participa das Assembleias da CBB, e ele diz que os preletores em João Pessoa este ano falaram ainda mais ao seu coração.

Atento às mensagens, ele reforçou ainda mais seu pensamento de que para sermos mais eficazes na obra missionária, precisamos ter famílias ajustadas. E que ele e sua esposa, Helena, têm um grande carinho pelas famílias missionárias da JMM, contribuindo com o que podem para elas. Como pastor, missionário, marido, pai, considera a família como primeiro ministério.

“Muitas pessoas querem barganhar com Deus, prometem fazer a sua obra se Ele cuidar de sua família. Não se barganha com Deus. Temos que entender que nossos primeiros compromissos devem ser com a família”, diz Guy.

Seguindo este pensamento, a JMM oferece todos os cuidados necessários às famílias missionárias. O gerente de Missões da JMM, Pr. Alexandre Peixoto, lembra que não é possível fazer missões sem a família missionária. Já no início do processo de seleção de missionários, são identificadas famílias sadias, bem estruturadas. Durante o treinamento, os casais e seus filhos recebem orientações específicas.

“O primeiro conselho que damos ao casal é que sua família é o primeiro campo missionário com o qual eles devem se preocupar. Desde o início do processo nós monitoramos a aculturação dos missionários e seus filhos”, diz o Pr. Alexandre.

Missões Mundiais se preocupa até com detalhes aparentemente simples, mas que fazem muita diferença quando se está longe de amigos, familiares, em outra cultura. Além de cuidar para que os filhos de missionários frequentem uma escola de qualidade, a JMM também se esforça para que essas crianças tenham em sua casa no campo missionário um quarto semelhante ao que tinham no Brasil.

“Hoje a JMM investe na atenção às famílias missionárias retirando-as a cada dois anos para um retiro espiritual. Também temos um programa específico para as crianças”, revela o Pr. Alexandre.

A importância do cuidado com a família é mencionada pelo Pr. Guy com um exemplo do missionário inglês William Carey, o chamado “pai das missões modernas”. Em 2013, Guy visitou a Índia em companhia do diretor executivo de Missões Mundiais, Pr. João Marcos B. Soares.

Foi na igreja onde Carey foi pastor, em Calcutá, que eles souberam de um fato curioso. O atual pastor daquela igreja lhes contou que, em 2012, sobre a família Carey. Ele ficou surpreso quando uma senhora de cerca de 50 anos, vinda da Austrália, parente do saudoso missionário, se declarou budista.

Para os pastores, foi uma grande tristeza saber que o legado do famoso missionário se perdeu após algumas gerações. Eles consideram que, em algum momento da história dos Carey, faltou o cuidado com a família. 

“Eu quero que a minha família multiplique e dê frutos para o reino de Deus”, encerra Guy.

Retirado de: http://www.jmm.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=5445&Itemid=275

UM CHAMADO A SEGUIR JESUS

“Depois de assim falar; acrescentou-lhe: Segue-me” Jo 21.19b O Evangelho de Jesus Cristo Segundo João, além de não ser considerado um e...